NOS foi a cotada preferida dos OICVM do último mês


Pelo segundo mês consecutivo, o valor sob gestão dos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM) caiu. No mês de julho a queda situou-se em 1,6%, com o valor no final do mês a ser de 8.668,7 milhões de euros, de acordo com os dados publicados pela CMVM. Também nos fundos de investimento alternativo (FIA), o valor sob gestão sofreu um deslize, desta feita de 1,2% para os 2.761,4 milhões de euros.

Em relação ao número de fundos no mercado, houve um aumento, o que contraria a tendência verificada ao longo do primeiro semestre do ano. Foram lançados três novos fundos e liquidado apenas um produto, o que faz com que no mercado nacional, no final de julho, existissem 193 produtos geridos por entidades portuguesas.

As novidades vêm da BPI Gestão de Activos que colocou no mercado mais três produtos multi-ativos denominados de BPI Moderado, BPI Dinâmico e BPI Agressivo. No período ocorreu ainda a liquidação do Caixagest Mix Emergentes.

NOS: a cotada preferida

Uma das grande mudanças em julho foi a liderança da NOS como a cotada preferida dos fundos nacionais. O BCP que encabeçava a lista de ações favoritas na praça portuguesa dos gestores de fundos, passa agora para quarto lugar. 

No final de julho, o investimento na NOS ascendia a 22,6 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 7,9% face ao final do mês de junho. Já a Sonae SGPS foi a segunda cotada com maior investimento por parte dos OICVM com 22,5 milhões de euros, sendo a Galp Energia a terceira entidade nacional com um investimento mais elevado por parte dos gestores nacionais (20,5 milhões de euros).

O desinvestimento no Millennium BCP foi de 29%, com o valor total no final de julho a totalizar 18,2 milhões e euros.

Entre as dez empresas favoritas, o maior aumento percentual de investimento entre os meses de junho e julho aconteceu na Jerónimo Martins, com o incremento em quase 34% para os 15,2 milhões de euros.

Itália na dívida pública, EUA nas ações

Sobre os investimentos realizados pelos OICVM, o mercado italiano continua a ser o preferido no que diz respeito à dívida pública, com um investimento de superior a 281 milhões de euros. Já o maior investimento em ações acontece no mercado dos EUA com quase 320 milhões, destacando-se o investimento na tecnológica Apple com cerca de 13,5 milhões de euros.

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