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NB Obrigações Europa: o melhor fundo de obrigações de 2015


2015 não foi propriamente um ano ‘fácil’ para os fundos de obrigações. Ainda assim conseguiram registar uma rendibilidade média de 0,12%, de acordo com os dados publicados pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios – APFIPP. No entanto, apesar da rendibilidade média fixar-se perto de zero, alguns fundos conseguiram destacar-se no ano transacto.

A liderança coube ao NB Obrigações Europa que está sob alçada de Vasco Teles, da GNB Gestão de Ativos. No ano passado atingiu uma rendibilidade de 4,41% tendo fechado o último dia do ano passado com um património de cerca de 26,5 milhões de euros. Destaque ainda para o facto de ser considerado um produto cinco estrelas para a Morningstar, conservando este ‘rating’ consecutivamente em todos os meses de 2015.. Para o responsável do produto, “genericamente, a aposta em ultra-longo prazo periférico, especificamente de Portugal, Itália e Espanha, cujo comportamento nos primeiros três meses do ano superou as expectativas mais optimistas” e foi um dos factores que mais contribuiu para a sua rendibilidade no ano passado. “No seu conjunto, os activos da zona dos 30 anos destes países foram responsáveis por uma contribuição positiva de cerca de 10% no ano, sendo que coberturas, comissões de gestão e custos fiscais tiveram um efeito contrário significativo”, destacou Vasco Teles.

Intervenção do BCE: nova página aberta para as obrigações

Os anos anteriores a 2015 foram períodos em que as obrigações se destacaram devido às suas rendibilidades. Esta foi uma das grandes diferenças relativamente ao ano passado. Sobre este tema, o profissional refere que a “intervenção do BCE, competindo por activos em mercado aberto, abriu uma nova página na história do mercado obrigacionista na zona euro. A antecipação dos factores técnicos em 2015 ganhou ainda mais preponderância sobre a interpretação fundamental, quer macroeconómica, quer de risco de crédito.”

Já para este ano que agora se inicia, Vasco Teles destaca que os “aspectos técnicos continuam a ser os mais relevantes. O banco central estará a comprar por mais 15 meses, no mínimo. Por outro lado, a rede de segurança propiciada pelos balanços do sector financeiro parece cada vez mais pequena.  O mercado de dívida pública europeu sobe quase continuamente desde 1999, as taxas de juro nominais estão negativas e nos EUA o ciclo de taxas de juro inverteu em Dezembro passado. Conjugar efeitos técnicos com as evidências quantitativas será importante”.

Focando a análise sobre o que se passa com as taxas de juro do outro lado do Atlântico Norte, o gestor refere que o “mercado de taxas de juro americano parece descrente da recuperação económica e transacciona condicionado pela turbulência dos mercados emergentes, descontando taxas do Fed a 1% e 1,5% para o fim de 2016 e 2017, respectivamente. Na nossa perspectiva estes níveis não reflectem os riscos de aceleração da inflação nos EUA e acreditamos que a Reserva Federal imporá um ritmo de subida de taxas claramente superior ao descontado pelo mercado.

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