NB Liquidez: o maior fundo da GNB Gestão de Ativos


Nascido no verão de 2011, na altura denominado por Espírito Santo Liquidez, o NB Liquidez já passou por diversas fases na sua história, tendo sido, em tempos, o maior fundo do mercado português. Este fundo especial de investimento ou, na categorização atual, fundo de investimento alternativo tinha, no final do passado mês de maio, um volume sob gestão de cerca de 150 milhões de euros.

O fundo está sob responsabilidade de Susana Vicente e o seu objetivo primordial é a “estabilidade da valorização do investimento e um potencial de rentabilidade superior às tradicionais aplicações bancárias”, segundo se pode ler no prospecto simplificado do produto presente na CMVM. O mesmo documento refere quais são as diretrizes para atingir o objetivo, nomeadamente o investimento em “ativos de curto prazo, detendo em permanência o mínimo de 85% do seu valor líquido global investido em ativos com prazo de vencimento residual inferior a 367 dias”. Além disto, o fundo não pode “investir em activos com prazo de vencimento residual superior a 3 anos, com excepção do investimento em fundos de investimento, harmonizados ou não harmonizados”.

Com estas condições, não é de estranhar que os “depósitos a prazo” sejam os ativos com maior peso na carteira no final de maio (58%), seguido das obrigações e do papel comercial, com 16% e 13%, respetivamente

Dois anos de valorizações

Apesar do fundo ter sofrido uma queda dos seus ativos sob gestão em cerca de 90% nos últimos dois anos, o fundo gerido pela GNB Gestão de Ativos conseguiu realçar o seu grande objetivo: a estabilidade da valorização. No último biénio o fundo regista valorizações mensais em todos os meses, que culminam com uma rendibilidade anualizada de 1,57% nesse período.

Já no último ano a sua rendibilidade é de 0,84%, sendo o produto mais rentável nesse período entre os quatro produtos que compõem a categoria APFIPP dos fundos de investimento alternativo (FIA) de curto prazo. 

As rendibilidades em 2015 têm sido sustentadas pela “preferência por ativos de muito curto prazo, como o caso de Depósitos a Prazo e Bilhetes do Tesouro de governos periféricos, nomeadamente a Itália”, segundo se pode ler na ficha do produto nos cinco meses de 2015.

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