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Na senda do BCE: que caminho seguirá o programa de compras?


Dezoito meses volvidos sobre o programa de Quantitative Easing implementado pelo BCE, o BiG reitera no seu outlook para o quatro trimestre do ano que se denota “um impacto limitado quanto ao alcance do objectivo principal (inflação de longo prazo em torno de 2%)” do programa. Em agosto, como se sabe, existiu uma forte quebra dos volumes do programa e adensam-se “os receios sobre a eventual indisponibilidade futura no que respeita à pool de ativos elegíveis, em particular, sobre os casos da dívida pública alemã e portuguesa”.

Embora seja improvável que o BCE não flexibilize o Programa até ao final do ano, isso motivaria “um ritmo de compras distinto até março”,  “representaria per si um desvio temporário face às regras imbuídas ao critério de Capital Key”, escreve a equipa de Research do BiG. Mais beneficiados com esta situação estariam países como França, Itália e Espanha.

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Por outro lado, para que a extensão efetiva do Programa aconteça será quase obrigatória uma flexibilização do mesmo, factor que “já foi sinalizado pelo BCE” .

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Fonte: Research BiG
O BiG relembra também que “a relativa ineficácia dos resultados da Política de QE quanto ao cumprimento do objectivo do mandato único do BCE (target de inflação de longo prazo), acentua a possibilidade da instituição enveredar por uma resposta ainda mais agressiva”.  

Esmiuçando cada uma das condições para a flexibilização do PSPP (Public Sector Purchase Programm), a entidade estima que “a eliminação das restrições de maturidade subjacentes ao programa de QE pressupõe a eliminação da proibição de compra de dívida soberana inferior à taxa de depósitos, pelo que o impacto nas classes de ativos das duas medidas será idêntico”. Por seu turno, a alteração das regras de compra de Capital Key para a dívida Total, poderia trazer benefícios essencialmente para “os países mais endividados na periferia ou semi-core (FR, IT, ESP)”.


Veja abaixo o quadro resumo sobre os prós e contras da alteração de cada um dos critérios, e o impacto nas várias classes de ativos:

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Fonte: Research BiG
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