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Um estudo da Allianz Global revela que as mulheres são menos propensas a envolverem-se em mercados financeiros


Um estudo conduzido na Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, França, Itália, Holanda, Portugal, Suíça e Reino Unido, realizado pela Allianz Global Investors, concluiu que as mulheres são menos propensas que os homens a envolverem-se em mercados financeiros. Estes resultados decorrem não só dos níveis mais baixos de literacia financeira, mas também da falta de confiança das mulheres em tomar decisões financeiras importantes.

Marisa Aguilar, Head of Iberia da Allianz Global Investors afirma que “o estudo evidencia o quão importante é a melhoria da educação financeira entre as mulheres para aumentarem a própria capacidade de tomar decisões financeiras corretas ao longo da vida”. A falta de confiança entre as mulheres, a que o estudo faz referência, está relacionada, segundo a organização, com a pouca aptidão para tomar decisões financeiras importantes, ou até mesmo com pouca vontade de o fazer. “Apesar da perceção do risco semelhante à dos homens, as mulheres tendem a adiar decisões financeiras importantes e a não arriscar, ou, pior, a não tomá-las de todo”, pode ler-se no comunicado relativo ao estudo, por parte da Allianz Global Investors.

Indústria de serviços financeiros, reguladores e organizações governamentais devem tomar medidas concretas, aumentando os esforços de educação financeira, com o objetivo de reduzir as diferenças apresentadas. Contudo, Marisa Aguilar defende que “as mulheres devem também ser mais proactivas em reunir informação financeira”.

Quando instadas a escolher o produto financeiro apropriado num cenário que realça o risco de liquidez, numa amostra de seis mulheres, duas em cada seis responde “Não sei”. Por outro lado, numa amostra de seis homens, para a mesma pergunta, apenas um em cada seis responde dessa forma. Para os autores do estudo, “as conclusões indicam que as mulheres confiam menos nas próprias capacidades de escolher produtos financeiros que os homens”.

Portugal é o país com menor diferença entre género

Apesar de apresentar a diferença entre género mais baixa entre os países analisados, a diferença surge, “não do melhor desempenho das mulheres portuguesas face às suas congéneres europeias, mas do nível mais baixo de conhecimentos financeiros e risco dos homens portugueses face aos demais europeus”.

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