Mudou de mãos o 'troféu' na lista dos fundos mobiliários mais rentáveis no último ano


Depois de praticamente sete meses a dominar a melhor performance no ranking semanal elaborado pela APFIPP com a dezena de fundos mobiliários nacionais mais rentáveis nos últimos 12 meses, o fundo cotado em euros BPI América, gerido por José Caras-Altas Badalo, da BPI Gestão de Activos, deixou o “trono” e passou o ceptro a um produto da Caixagest, que nos últimos tempos tem vindo a ganhar uma clara vantagem.

Falamos  do Caixagest Acções Japão, a cargo da Caixagest, que na semana terminada a 3 de julho se entrepunha como o líder de retornos, na lista elaborada pela Associação. Nessa data, a rentabilidade anualizada do produto chegou aos 27,5%, mostram os dados, deixando para trás o BPI América, cujo retorno anual se cifrou nos 27,4%.  O produto da Caixagest apresenta atualmente 18,4 milhões de euros de ativos sob gestão e tem sido presença assídua noutros rankings com várias análises temporais, como é o caso dos últimos seis meses de 2015

Importa referir que o impulso para esta chegada ao topo tem muito que ver com a boa performance acionista dos mercados nipónicos. Ora, desde o início do ano até ao dia 7 de julho, o índice MSCI Japan apresenta ganhos anualizados de 25,28%, em euros, enquanto que o principal índice bolsista nipónico, o Nikkei, apresentou no período uma valorização de 17%. Segundo as informações que a Morningstar disponibiliza na sua página online, a carteira do Caixagest Acções Japão tem uma maior preponderância do sector Industrial, do Consumo cíclico, dos Materiais básicos, dos Serviços financeiros e da Tecnologia. Das maiores posições da carteira fazem parte empresas bem conhecidas: a Yamaha Motor, a Teijin ou a Daikin Industries.

América do Norte continua a dominar ranking 

Na restante lista, os fundos presentes dividem-se entre o investimento em América do Norte, em ações internacionais e em determinados sectores específicos. Prosseguindo, encontramos mais um fundo da Caixagest, no caso o Caixagest Acções EUA, com 24,8% de retorno anualizado e mais de 102 milhões de euros de ativos sob gestão. Da lista fazem parte ainda o Millennium Acções América, da Millennium Gestão de Activos, o NB Ações América, a cargo da GNB Gestão de Ativos e o Santander Acções América, da Santander Asset Management, com 22,6%,  22,2% e, igualmente 22,2% de retorno, respetivamente.

As ações internacionais aparecem representadas por dois produtos. O NB Momentum, gerido por Fátima Só, da GNB Gestão de Ativos, apresenta nos últimos 12 meses ganhos de 18,7% e no mês de junho, segundo a ficha de produto da entidade, “o fundo foi ajudado pelos “bancos de investimento e seguradoras nos EUA, Europa e Japão”, pelas “empresas de equipamento cirúrgico/laboratório – Edwards Lifesciences e Illumina”, mas também pelos “resultados trimestrais favoráveis da Nike (desporto)”. O Millennium Global Equities Selection, por seu turno, consegue alcançar ganhos de 18,5% no último ano, e na sua carteira o maior peso geográfico cabe aos Estados Unidos, que ocupam quase 58% do portfólio, segundo as informações da Morningstar.

A dezena de fundos termina com dois produtos sectoriais pertencentes à Montepio Gestão de Activos: o Montepio Euro Telcos e o Montepio Euro Financial Services, com 18,1% e 17,3% de retornos anualizados, respetivamente. Recorde-se que o primeiro foi o fundo mais rentável em junho, mês pouco favorável para os fundos de investimento em território nacional.

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