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Miss Japão…!


Estou atrasado…

Pouco passa das 3h da manhã e ainda estou a uns bons 20kms do meu ‘rendez-vous’ com a equipa de 3 especialistas com quem tenho que me encontrar no topo da serra!

Não posso falhar com a hora!

Infalivelmente guiado pelo sistema de navegação da Mazda 6 SW 2.2D SkyActiv AT que conduzo, não estou propriamente preocupado com a rota e sigo descontraído com a ‘souplesse’ com que se rola nesta Station. A afinação da suspensão é bastante suave e mesmo contando com umas agressivas jantes de 19 polegadas, o conforto é palavra de ordem.

A alta velocidade, a suavidade de funcionamento e a insonorização deste 2.2 diesel com a taxa de compressão mais baixa do mundo, esbatem a sensação de velocidade e fazem-me crer que posso ir ainda mais depressa… Vamos a isso!

Esmago o pedal da direita e os 150cv impulsionam-me rapidamente para velocidades começadas por ’2′.

O tempo está encoberto e a visibilidade não é a melhor, mas graças aos faróis bi-xénon com HBC (High Beam Control) e AFS (Adaptive Front-Lighting System), tenho sempre luz na quantidade certa e na direção certa, indiferente ao trânsito em sentido contrário ou ao ângulo do volante.

Esqueci-me de emparelhar o telefone!

Antes de aceder ao intuitivo HMI (Human Machine Interface), activo o sistema de cruise control adaptativo (MRCC), para me compensar de possíveis distracções enquanto vou seguindo os passos pelo generoso ecrã multimedia de 5,8′ presente na consola central.

O espetacular som debitado pelas 11 colunas do sistema BOSE, está a começar a distrair-me um bocadinho… felizmente, conto com comandos no volante e posso controlar uma série de funções sem me obrigar a tirar as mãos do ‘leme’.

Que horas são isto? Relógio, onde estás tu?….

Não bastava uns números à CASIO dos anos 80 e ainda tinhas que estar tão escondido da vista!

3h10…. Estou mesmo em cima da hora quando recebo indicações do sistema de navegação para tomar a próxima saída na AE.

Na marca dos 250m apercebo-me de um pesado que circula pesarosamente na faixa mais à direita… ‘largado’ como vou, ganho confiança e procuro ultrapassá-lo antes da saída, explorando ao máximo os 380Nm do 2.2D e o kick down da caixa automática de 6 velocidades.

Saio ‘in extremis’ e dou por mim a circular a mais do dobro da velocidade recomendada para a curva em questão! Apoiado nos travões e com um ângulo generoso de volante, sinto a traseira a descolar por breves instantes e reparo na luz do controlo de estabilidade VSC a piscar diante dos meus olhos. Estiquei-me… mas confesso que me puxou um sorriso na cara e esta SW esteve à altura!

Chego ao sopé da serra e recebo uma chamada do meu cliente perguntando-me se ainda estou longe.

Disfarço e, sem grandes demoras, desligo o telefone enquanto passo a caixa automática para modo manual, preparando-me para um patamar de condução mais exigente, subida acima.

Felizmente, empurramos para reduzir e puxamos para subir de relação, algo bastante mais intuitivo e… porque não, desportivo?

Primeiras curvas de 2ª e 3ª revelam que em virtude da taragem suave de suspensão e de um peso superior a 1.500kg é a frente que arrasta com alguma facilidade. Há que entrar mais em apoio e sair de forma progressiva em aceleração para evitar perdas de tração. Os travões não acusam fadiga e consigo forçar mais o andamento, mantendo o motor a rodar com surpreendente facilidade em rotações bem perto das 5.000rpm! É um diesel sim… mas não parece!

O apoio fornecido pelos bancos em pele elétricos e aquecidos não é dos melhores e, apesar de uma boa posição de condução, sinto-me escorregar de um lado para o outro nos ganchos mais apertados.

Os consumos começam a ressentir-se e se ainda nem tinham chegado aos 7.0ltrs/100, agora já marcam bem para cima de 8.0ltrs/100!

O resto da subida é feita com total segurança e a estabilidade da Mazda 6 SW parece ser imperturbável. Apesar do mau piso que me acompanhou todo o percurso de montanha, tive tempo para constatar que a robustez de construção desta japonesa está em altíssimo nível, pois nem o mais pequeno queixume me chegou aos ouvidos!

Rivais alemãs, roam-se de inveja…!

São 3h20 e chego 5mins antes da hora prevista ao meu ponto de encontro….

Apesar do espesso nevoeiro, os 3 encapuçados que me aguardam param por uns instantes para admirar a beleza ímpar destes 4.80m de Station. É uma silhueta diferente do habitual e já nos dias anteriores tinha podido constatar que é daqueles carros que faz virar cabeças e que desperta curiosidade.

‘É italiano?’ pergunta-me um deles…. Não podia estar mais enganado.

Todo o equipamento é facilmente carregado nos 522 litros de mala (+1650 com bancos rebatidos) e neste momento, passamos a ser 4 adultos a bordo, desfrutando de um conforto notável e de um espaço sem restrições.

Este pessoal das operações especiais não é de grandes conversas e só ao final de uns largos quilómetros é que me chega uma pergunta vinda do banco de trás: ‘Isto é carro para quê? 60.000€?’

A confirmação que precisava para me aperceber que o preço desta singular carrinha nivela por baixo com a concorrência, pois nem chega aos 49.000€ nesta versão Excellence Leather Navi.

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