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Mercado de obrigações brasileiro apresenta maior volatilidade em Junho


O Governo Brasileiro, perante a maior volatilidade registada pelo mercado de taxas de juro, realizou algumas operações de venda e recompra de vencimentos de notas do tesouro nacional, NTN-B e NTN-F, de forma a criar parâmetros de preços para diversas
maturidades. 
 
Além disso, teve lugar um leilão de letras financeiras do tesouro (LFT) no final do mês, não previsto no cronograma de ofertas públicas, com colocação integral de dois milhões de títulos do vencimento Setembro 2018. Salienta-se que, no início do mês, o Governo já tinha reduzido de 6% para 0% o imposto sobre operações financeiras nas aplicações de não residentes em obrigações
 
Em termos de rendibilidade, repetiu-se o ocorrido em Maio, com quedas nos retornos dos títulos de maior 'duration' e 'performances' positivas das carteiras com activos de prazos mais curtos. O IMA-B 5+, que reflecte a carteira das NTN-Bs acima de cinco anos, registou retornos negativos de 3,95%, no mês, e de -11,68% no semestre. Já o IMA-S, que mede a trajectória das LFTs, apresentou o melhor desempenho dos sub-índices do IMA no mês (0,61%) e no semestre (3,58%)
 
Em Junho, o IMA-Geral apresentou variação negativa de 1,52% contra –1,90% do mês anterior. O IRF-M, que reflete a carteira dos títulos prefixados, teve retorno de - 0,98%. Entre seus subíndices, a carteira prefixada de até um ano (IRF-M1) registrou variação de 0,46%, enquanto o conjunto dos títulos acima de um ano (refletido no IRF-M 1+) apresentou retorno negativo de 1,64%.  
 
O cenário de maior incerteza se refletiu nas operações compromissadas do Banco Central com o mercado ao longo do mês. As operações de um dia que vinham a perder peso no total negociado, voltaram a ser predominantes nos negócios do mês de Junho, representando 45% do total. Já as participações das operações com prazos de três e seis meses foram de 23% e 31%, respectivamente.

 

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