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Martin Gilbert: “Qualquer gestora que negue os desafios encontra-se perante a sua própria morte”


Uma das perguntas que mais tem sido colocada a Martin Gilbert desde que a Aberdeen e a Standard Life Investments decidiram unir-se e formar um só grupo é se essa fusão se trata de uma decisão ofensiva ou defensiva. Segundo ele, “é um pouco dos dois”.

Qualquer gestora de ativos que se negue a enfrentar os desafios, encontra-se perante a sua própria morte. A indústria está a polarizar-se com boutiques, por um lado, e grandes prestadores multisserviços, por outro. Aqueles que se encontrem no meio provavelmente tendem a ser afetados pelos ventos que sopram contra o sector, como por exemplo o aumento do investimento passivo, as pressões para reduzir as comissões ou o aumento das pressões regulatórias”, afirma.

Na sua opinião, a indústria de gestão de ativos enfrenta um período sem precedentes de perturbações e consolidação. “Ficar quieto não é uma opção. Os vencedores serão aqueles que abraçarem as mudanças e se posicionarem de forma a satisfazer as novas necessidades dos clientes”, assegura.

Gilbert decidiu que, nesta nova fase, a Aberdeen tem que jogar na primeira liga. “A fusão que propusemos com a Standard Life Investments tornará mais forte o nosso negócio, conjuntamente com o grupo de grandes provedores de um serviço de gestão de ativos completo com uma verdadeira presença global em termos de capacidades de investimento e cobertura do cliente. Porém, o ângulo do acordo passa pelo facto de destes dois negócios se complementam entre si e, quando combinados, poderem continuar a crescer e a servir melhor os clientes por todo o mundo, durante os próximos anos”.

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