Mais de 3%: os fundos de obrigações com maior performance em 2015


Desde que o ano começou, já passaram 17 semanas (até ao dia 24 de abril) e nesse período de tempo os fundos de obrigações cujas gestoras fazem parte da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios – APFIPP – conseguem ter uma rendibilidade média de 1,62%. Entre as mais de duas dezenas de fundos (categorias de Obrigações Euro, Obrigações Taxa Indexada e ainda Obrigações Internacional) que apresentam dados para 2015, apenas cinco conseguem ter rendibilidades superiores a 3%.

Entre os fundos que ultrapassam esta fasquia, aquele que mais se destaca é o NB Obrigações Europa, da GNB Gestão de Ativos. Gerido por Vasco Teles o fundo fecha o período com ganhos de 7,19%. De acordo com a ficha do produto, publicada pela entidade na sua página da internet, em março o fundo foi ajudado pela “valorização do longo prazo periférico” e ainda pela “exposição ao mercado de inflação europeu”. A carteira deste produto é composta por títulos de dívida pública, com destaque para países como Itália, Espanha e Portugal. No final de março, da carteira faziam parte 15 obrigações diferentes, de acordo com a informação disponibilizada pela Morningstar.

Os restantes lugares do pódio são ocupados por dois fundos geridos pela BPI Gestão de Activos: o BPI Obrigações Alto Rendimento Alto Risco e ainda o BPI Obrigações Mundiais. O primeiro fechou as primeiras 17 semanas do ano com uma rendibilidade de 3,72% enquanto o segundo atingiu os 3,57%.

O fundo BPI Alto Rendimento Alto Risco, de acordo com o seu prospecto, tem como objetivo principal o investimento em “títulos de dívida ou equiparados emitidos por todo o tipo de entidades, mas com particular incidência nos valores com uma notação de rating compreendida no grupo das notações inferiores que são atribuídas pelas agências de rating internacionalmente reconhecidas ou que, não tendo notação de rating, tenham uma qualidade creditícia equivalente aos primeiros”. No final de março tinha mais de 16 milhões de euros em ativos sob gestão, com as maiores posições da carteira a pertencerem a títulos de divida de cotadas alemãs, francesas e inglesas.

Já o outro fundo da BPI Gestão de Activos, o BPI Obrigações Mundiais, fechou o terceiro mês do ano com quase 30 milhões de euros em ativos sob gestão. Com cerca de uma centenas de ativos, a carteira tem obrigações de empresas de praticamente todo o mundo, com destaque para países como Portugal, Reino Unido, Alemanha ou Chile.

Prosseguindo no ranking, encontramos ainda dois produtos com rendibilidade superior a 3%: o Caixagest Obrigações Longo Prazo e ainda o Montepio Taxa Fixa. O fundo gerido pela Caixagest atinge uma rendibilidade de 3,22% em 2015, tendo mais de 45 milhões de euros em património no final do primeiro trimestre do ano. Composta por cerca de meia centenas de ativos, a carteira tinha as suas maiores posições alocadas a dívida soberana italiana e espanhola. O fundo da Montepio Gestão de Activos, no final de março totalizava mais de 10 milhões de euros em ativos sob gestão, com o destaque na carteira a pertencer a Portugal e Espanha, através de títulos governamentais.

Fundo da Optimize lidera no período

No período em análise o fundo nacional que apresenta maior rendibilidade é o Optimize Europa Obrigações. Nos dados publicados no dia 24 de abril, os fundos geridos pela Optimize Investment Partners não constavam da lista da Associação. Ainda assim, até essa data, o fundo da entidade conseguia ter uma rendibilidade de 8,18%, de acordo com informação da sua página na internet.

Os fundos de obrigações acima de 3% em 2015

 Fundo  Gestora  Categoria Rendibilidade 2015 (%)
Optimize Europa ObrigaçõesOptimize Investment Partners*8,18
 NB Obrigações Europa GNB Gestão de Ativos Obrigações Euro 7,19
 BPI Obrigações A.R.A.R. BPI Gestão de Activos Obrigações Euro 3,72
 BPI Obrigações Mundiais BPI Gestão de Activos Obrigações Internacional 3,57
 Caixagest Obrigações Longo Prazo Caixagest Obrigações Euro 3,22
 Montepio Taxa Fixa Montepio Gestão de Activos Obrigações Euro 3,15
Fonte: APFIPP no dia 24 de abril.
* não consta na APFIPP.
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