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Lucro do Montepio Geral cai 5,9% no primeiro semestre deste ano


No semestre, a actividade da Caixa Económica Montepio Geral “foi  condicionada pelo contexto  de ajustamento estrutural que a economia portuguesa enfrenta e que  tem  gerado dificuldades  para  empresas e famílias,  além de  elevados níveis de desemprego”, refere a instituição no comunicado, assim como pelas orientações definidas no acordo com a ‘troika’, nomeadamente quanto à desalavancagem, capitalização e liquidez”, e pela proposta de Orçamento de Estado para 2012, “que definiu a alteração do estatuto fiscal da CEMG, suscitando naturais necessidades de adaptação”.

O produto bancário aumentou 9,9%, para 256,7 milhões de euros, tendo a margem financeira recuado 3,2% para 153,3 milhões de euros, “reflexo da  vincada descida das taxas de juro de referência”, refere o Montepio.  Uma descida que foi compensada pelo aumento de 10,9% nas comissões, para 48,5 milhões de euros, “refletindo a aposta estratégica do grupo  na expansão da gama e qualidade dos serviços disponibilizados aos seus clientes”, acrescenta. A actividade de mercados atingiu 54,9 milhões de euros, o que representa um aumento de 23,4 milhões comparativamente com o resultado dos primeiros seies meses de 2011.

Os custos operacionais tiveram uma subida homóloga de 10,6%, “ainda influenciados pelos custos com processos de integração do ex-grupo Finibanco, que são expectáveis que se estendam até ao final do ano corrente”, sublinha a instituição.

Os depósitos de clientes aumentarem 9,6% e as provisões e imparidades líquidas de reversões constituídas durante o primeiro semestre situaram-se em 76,5 milhões de euros. O rácio de desalavancagem era de 120% a 30 de Junho, antecipando o objectivo definido pelo Banco de Portugal e pela ‘troika’ para 2014, e que representa uma descida de 15,6 pontos percentuais face ao primeiro semestre de 2011.
 

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