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Juros aumentam no leilão da dívida desta manhã


A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) emitiu, hoje, 750 milhões de euros em dívida a 18 meses e 500 milhões em bilhetes do Tesouro a três meses.

No produto a 18 meses, a taxa atingiu os 2,29%, bem acima dos 1,603% de 19 de junho, quando ocorreu a última emissão para este prazo. Já a procura atingiu o dobro da oferta.

A três meses, Portugal conseguiu financiar-se a 1,08%, acima dos 0,766% do passado dia 21 de agosto, com a procura a atingir quase o dobro da oferta.

Para Nuno Antunes, do BANIF Gestão de Activos,"os resultados do leilão são o reflexo da recente subida do prémio de risco da dívida pública portuguesa, embora numa menor amplitude. Os BTs são instrumentos percepcionados de forma diferente em relação às OTs, uma vez que, a prática na Grécia mostra que não foram sujeitos a nenhuma reestruturação".

Já para Filipe Silva, diretor da Gestão de Activos do Banco Carregosa,“As taxas subiram em relação aos últimos leilões comparáveis e a subida no prazo de 18 meses foi significativa (0,68 basis points) mas a subida não é uma surpresa porque veio em linha com as taxas que estão a ser praticadas para a dívida dos mesmos prazos no mercado . No mercado secundário a dívida pública portuguesa tem vindo a subir, tanto no curto, como no longo prazo e os leilões de hoje seguiram essa tendência. A procura, embora um pouco inferior está dentro da média dos leilões de dívida nacional. O IGCP conseguiu financiar-se no montante máximo pretendido, que era 1250 ME.”

Ainda assim, o economista Ricardo Arroja, explica o porquê da subida das taxas de juros da dívida emitida hoje. "O início da oitava e nona avaliações da troika coincidiram com novo agravamento das taxas de juro portuguesas nos leilões de dívida de ontem. Desta feita não foi uma crise de política interna que desencadeou esse agravamento, mas sim uma confrontação evidente entre a troika e o Governo em matéria de metas para o défice orçamental. Assim, na emissão a 3 meses a taxa de juro saiu a 1,081%, ou seja, bem acima da taxa mediana de 0,75% obtida nas emissões a 3 meses conduzidas previamente este ano. Nos 18 meses a taxa de juro fixou-se nos 2,293% – bem acima dos 1,603% conseguidos na última emissão comparável. Quanto ao “bid-to-cover” das emissões, foi de 1,8 e de 2 vezes nos 3 e nos 18 meses, respectivamente, em ambos os casos inferior ao “bid-to-cover” mediano de 2,3 vezes registado no conjunto de todas as emissões de bilhetes do Tesouro conduzidas pelo IGCP em 2013", afirmou o economista

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