Julho: “China” foi a palavra que mais pesou na hora dos investidores desinvestirem


No passado mês de julho muita foi a tinta que a situação na bolsa chinesa fez correr. No entanto, a acalmia tarda em chegar em definitivo às ações do país e os vaivéns de volatilidade persistem. Os investidores nacionais das três plataformas que distribuem fundos de investimento estrangeiros não ficaram imunes ao que se passou do outro lado do mundo.

Nesse sentido, João Graça, do ActivoBank, conta que no mês passado verificaram “a saída dos investidores dos fundos China ao longo de todo o mês de julho, assim como de fundos que invistam na zona asiática circundante”. O profissional diz também que neste período muitos foram os clientes “a optarem por reduzir o risco das carteiras”.

Do BiG - Banco de Investimento Global, por seu lado, Isabel Soares, gestora de produto, começa por referir e, na mesma linha de João Graça, que “o mês de julho ficou marcado pelo sell off no mercado chinês”. Indica que “os elevados níveis de volatilidade e fortes movimentos de correção acabaram por afastar os investidores que, em muitas situações, optaram por reduzir ou fechar as suas posições com exposição a este mercado”. Como consequência disso, “muitos dos fundos de investimento com enfoque geográfico na região asiática, nomeadamente aqueles que concentram mais a sua política de investimento no mercado Chinês, registaram outflows no período”, conclui.

No caso do Banco Best, Pedro Barros, Associate Manager da entidade, salienta que se mantém “a tendência para os maiores resgates ocorrerem em fundos de mercado monetário, tesouraria e obrigações High Yield”.

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