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"Investir em emergentes deve ser sempre a longo prazo"


No evento homónimo da capital espanhola, Mark Mobius defendeu o investimento em mercados emergentes, especialmente tendo em conta o pânico verificao durante o verão em todas as bolsas dos países em vias de desenvolvimento. 

Assim, o primeiro factor que este guru de emergentes quis ressaltar foi o facto de ser necessário investir neste tipo de países sempre a longo prazo: através de uma representação gráfica demonstrou que desde o ano 2011 os emergentes só se comportaram pior que o resto dos mercados em duas ocasiões, em 2008 e 2011, embora tenha admitido não estar seguro do resultado do presente ano. 

Uma vez constatada a evolução dos mercados emergentes em relação aos desenvolvidos durante a última década, Mobius prosseguiu desmitificando muitos dos medos mais comuns dos investidores reticentes na hora de investir neste tipo de mercados. 

O primeiro, o medo da pouca profundidade dos mercados emergentes: "as emissões de ações novas estão a crescer muito rápido, os emergentes estão cheios de liquidez e o mesmo acontece com os mercados fronteira. Apesar de termos fechado o fundo dedicado a estes fundos, continuamos a ver oportunidades nestes mercados", afirmou o guru, que constatou, ainda, não obstante a abundância da oferta, a procura caiu brutalmente, uma vez que cada vez mais investidores decidiram subponderar estes mercados, "que já representam 35% do mercado mundial".

O seguinte mito que Mobius desmontou foi a correlação entre as decisões da Reserva Federal e os emergentes, especialmente no que refere à decisão de reduzir o seu balanço. "A imprensa norte-americana domina todos os media mundiais e, embora isso esteja a alterar-se, a sua influência é a razão pela qual todo o mundo se centra na Fed. Contudo, todos os bancos centrais estão a aumentar os seus balanços", observou o responsável do Templeton Emerging Markets. 

Outro motivo de preocupação para muitos investidores que o gestor se encarregou de desmitificar está relacionado com o défice de muitos países. Mobius recordou, por último, que cada vez mais os países emergentes estão a investir em empresas de países desenvolvidos.

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