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Investimento impulsiona o PIB no segundo trimestre


O PIB nacional apresentou um crescimento de apenas 0,3% no mais recente trimestre, em relação ao trimestre anterior, período em que cresceu 1%. Para o terceiro trimestre, a entidade prevê um crescimento de 0,5%, recuperando parte da desaceleração do 2T17, mas abaixo do que foi observado no final de 2016 e início de 2017. “Isto seria o resultado do regresso ao crescimento por parte do consumo privado e das exportações, e apesar de algumas correções que possam ocorrer no investimento depois do forte aumento observado durante os últimos trimestres”, está patente no relatório.

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O BBVA Research acrescenta, que estes dados são consistentes “com uma previsão de crescimento de 2,6% para o conjunto de 2017 e de 2,3% para 2018”.

Procura Interna

O consumo privado registou um contributo negativo para a leitura do PIB no trimestre, de -0,2%, o que representa o primeiro retrocesso desde o início de 2013. “O esgotamento dos ventos favoráveis que favoreceram a economia portuguesa ou os níveis historicamente baixos em que a taxa de poupança se encontra são alguns dos fatores que estariam por detrás do ajuste”, comentam da entidade.

O consumo público, por seu lado, recuou apenas -0,1% face ao trimestre anterior, uma variação coerente com “o processo de ajuste do défice público”, segundo a equipa do BBVA Research.

Neste sentido, o verdadeiro contributo positivo para a procura interna no trimestre resulta do crescimento do investimento, que atingiu os 6% em cadeia (9,9% em termos homólogos), revertendo a estagnação do trimestre anterior.

Procura externa

A nota de research da entidade dá nota de um contributo negativo da procura externa líquida no segundo trimestre de 2017 – na ordem os -0,5% – em contraste com o crescimento de 0,4% do trimestre anterior. Pelo lado das exportações, o ajuste de -0,2% foi provocado pela queda na venda de bens ao exterior (-0,8% face ao trimestre anterior, depois de ter crescido 3% no primeiro trimestre), e pela desaceleração dos serviços (1,6% em cadeira vs. 2,6% no primeiro trimestre). A diminuição das exportações foi acompanhada por um aumento das importações (de 0,7% em cadeia), como resultado do aumento na compra de bens (1,1% em cadeia) e retrocesso nos serviços (-1,7% em cadeia).

Emprego

A nota de research releva a continuação do crescimento do emprego – 0,9% no trimestre – sendo que “o emprego do sector dos serviços vinculado ao turismo foi o principal motor de ocupação em Portugal” e a “indústria e a construção, embora em menor grau, também contribuíram para o avanço”.

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