Investimento em instrumentos de liquidez avança nos fundos imobiliários


Agosto: mês de verão por excelência, mas que este ano acabou por ser um período de maior hostilidade para os mercados financeiros. No mercado nacional de fundos imobiliários o oitavo mês do ano esteve muito em linha com os restantes meses. Na sua totalidade – e depois de um incremento em  julhoos ativos sob gestão dos vários segmentos de fundos de investimento imobiliários voltaram a decrescer. Segundo o que relata agora a CMVM nas suas estatísticas periódicas sobre este negócio, o património gerido pelos fundos de investimento imobiliário (FII), pelos fundos especiais de investimento imobiliário (FEII) e pelos fundos de gestão de património imobiliário (FUNGEPI) situou-se nos 11.824,8 milhões de euros, menos 19,5 milhões (0,2%) do que no mês de julho.

O maior contributo para este recuo foi dado pelos fundos de gestão de património imobiliário, que no mês recuaram 8,8% para os 695,7 milhões de euros de montante sob gestão. Para os outros dois segmentos pode dizer-se que o mês até correu de feição: o património gerido pelos fundos de investimento imobiliário cresceu 0,6% para os 8.436,8 milhões de euros, enquanto no âmbito dos fundos especiais de investimento imobiliário o património sob gestão se manteve praticamente inalterado nos 2.692,2 milhões de euros.

Transferência de um fundo

No que toca a novidades na indústria no mês em análise, o Regulador fala transferência da gestão do fundo de investimento Imobiliário “Fundivest – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado”, da Gesfimo para a Montepio Valor.

Aumenta investimento em instrumentos de liquidez

Já em relação às tendências de investimento por tipo de ativo, há pelo menos uma nuance a destacar. Na rubrica referente ao investimento em liquidez destaca-se que tanto os fundos abertos, como os fundos fechados alocaram, de um mês para o outro, mais dinheiro em instrumentos de liquidez.

No caso dos fundos de investimento imobiliário e dos fundos especiais de investimento imobiliário a exposição a instrumentos de liquidez registou uma variação mensal 83,2%, o que no final de agosto se traduzia em 176,5 milhões de euros investidos a este nível. No caso dos FUNGEPI o incremento mensal de investimento no que toca à liquidez cifrou-se em 5,9%, o que nas carteiras representa um montante de 89,1 milhões de euros. Nos fundos fechados, por seu turno, este tipo de ativo cresceu 4,7% para os 812,9 milhões de euros.

“Trio de ataque” inalterado

As três maiores gestoras do mercado nacional de fundos imobiliários em julho continuam a sê-lo em agosto. As informações do Regulador indicam que a Interfundos se mantém no topo do ranking com uma quota de mercado de 12,5%, seguindo-se a Fundger com 11,4%,  e a Norfin com 8,6%.

Quando o assunto são os maiores fundos do mercado nacional as mudanças também não se fazem sentir. Os três maiores produtos continuam a ser os mesmos, muito embora os ativos sob gestão tenham decaído em quase todos eles. O Fundimo, gerido pela Fundger – que é o maior fundo do mercado nacional - apresentou no mês um decréscimo de 0,1% face a julho, acabando agosto com 626,7 milhões de euros; por seu lado, o Novimovest, a cargo da Santander Asset Management, viu o mês terminar igualmente com uma redução de 0,1% para os 326,1 milhões de euros. Por último, o Fimes Oriente, gerido pela Gesfimo, terminou o mês com um património sob gestão de 321,7 milhões de euros, o que se traduziu numa variação mensal praticamente nula. 

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