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Investimento em fundos foi o que mais cresceu no último ano nas gestoras de patrimónios


No final do primeiro trimestre do ano, os ativos sob gestão das gestoras de patrimónios totalizavam mais de 58.150 milhões de euros, segundo os dados revelados pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios – APFIPP – na sua página da internet. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, assistimos a um crescimento de 2,42%. Já face ao final de 2015, houve um decréscimo de 3,26%.

As carteiras das gestoras de patrimónios são compostas por diversos tipos de ativos, com a APFIPP a dividi-los em cerca de duas dezenas de segmentos. Desses, existem dois segmentos que mais do que duplicaram o seu valor no espaço de um ano – entre março de 2015 e março de 2016: os ‘fundos de investimento imobiliário estrangeiros’ e ainda as ‘obrigações diversas em dólares’. No primeiro caso o incremento foi de praticamente 155%, passando de 13,4 para 34 milhões de euros, enquanto que no segundo o caso o crescimento foi de 102% para mais de 1.500 milhões de euros. Destaque, também, para o segmento de ‘dívida pública em dólares’ que aumentou o seu valor em 88% para mais de 131 milhões de euros.

Investimento em fundos cresceu mais de 22% num ano

Entre as datas analisadas, a aplicação que mais cresceu foi a dos fundos de investimento (tendo em conta, conjuntamnete, os fundos mobiliários e os fundos imobiliários). No espaço de um ano, o valor aplicado cresceu 22,1% para um total de 6.164 milhões de euros. Desse valor, cerca de 80% está alocado em fundo mobiliários com os restantes 20% a pertencerem a fundos imobiliários.

Segmentando os fundos de investimento, e tal como referido anteriormente, foram os ‘fundos de investimento imobiliário estrangeiros’ que tiveram o maior crescimento percentual – na ordem dos 155%. Já nos fundos mobiliários o maior aumento percentual ocorreu nos nacionais – crescimento de 26,4% para 425 milhões de euros. No entanto, foi nos ‘fundos mobiliários estrangeiros’ que se verificou o maior aumento monetário, com um crescimento de 778 milhões para mais de 4.478 milhões de euros.

Crescimento por classe de ativos num ano

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Fonte: APFIPP. Final de março de 2015 e final de março de 2016.

Obrigações representam dois terços da carteira

Os títulos de dívida continuam a ser os ativos com maior presença na carteira das gestoras de patrimónios, com mais de 67% do volume total sob gestão. No final de março o valor total somava 39.388 milhões de euros, mais 0,28% do que o valor registado no final do primeiro trimestre de 2015.

Grande parte deste valor – quase 22.000 milhões de euros – estão investidos em ‘Dívida Pública Euro’ com as ‘Obrigações Diversas Euro’ a representarem mais de 15.750 milhões de euros do total investidor.

Os fundos de investimento representam cerca de 10% do total investido, sendo a terceira maior categoria, já que o segmento ‘Liquidez + outros ativos’ representavam, no final de março, cerca de 13% do total da carteira das gestoras de patrimónios.

Alocação dos ativos nas gestoras de patrimónios

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Fonte: APFIPP no final de março de 2016.

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