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Investimento em fundos estrangeiros pelas gestoras de patrimónios “soma e segue”


No final do terceiro trimestre deste ano, analisando os últimos dados relativos à evolução das aplicações das carteiras das sociedades gestoras de patrimónios, verifica-se e confirma-se a tendência que tem marcado 2013: menos exposição a fundos mais conservadores e maior procura por risco. O total das aplicações nas carteiras destas sociedades cresceu, ascendendo aos 52,9 mil milhões de euros em setembro, um valor superior aos 52,2 mil milhões somados em junho passado.

F.I.M. de ações estrangeiros em ascensão

Uma conclusão clara é a de que o investimento em fundos estrangeiros nas carteiras em causa continua a aumentar, sendo que o maior contributo é dado pelos fundos de investimento mobiliário de ações estrangeiros cujo valor das unidades de participação ascendeu aos 801,9 milhões de euros no final de setembro, contrapondo com os 736, 9 milhões no final do segundo semestre do ano.

De realçar também é que precisamente o montante das UPs dos F.I.M. de ações estrangeiros tem vindo sempre a crescer a cada trimestre deste ano (e desde há um ano atrás) já que quando o ano começou o valor das unidades de participação destas aplicações era de 604,1 milhões de euros.

Menos investimento em aplicações conservadoras

O mesmo tem acontecido também com o investimento em F.I.M. de obrigações estrangeiras. No início do ano o valor das unidades de participação nestes fundos era de 444,4 milhões de euros, e no final de setembro ascendeu aos 517,3 milhões. Nas carteiras das sociedades gestoras de patrimónios verifica-se também um aumento no investimento em UPs de outros F.I mobiliários estrangeiros, tendo o seu montante vindo a crescer desde março deste ano, atingindo em setembro os 782,7 milhões de euros.

Nas aplicações mais “conservadoras” das carteiras das sociedades gestoras de patrimónios o cenário de evolução é distinto. O investimento feito em UPs de F.I.M. de tesouraria, que atingiram o seu montante máximo no início do ano, caíram para os 69,6 milhões de euros no final do terceiro trimestre do ano, comparando com os 76,8 milhões “arrecadados” em junho. Apesar de não ser uma queda muito acentuada, também os F.I.M. de obrigações portugueses tiveram menos valor investido nas suas UPs, cujo montante em junho era de 405,3 milhões de euros passando para os 403,4 milhões em setembro.

De realçar também é o bom desempenho no investimento feito nos F.I.M. de ações portugueses. As unidades de participação aplicadas nestes produtos aumentaram do segundo para o terceiro trimestre deste ano, passando de 102,7 milhões de euros para 119,5 no fim de setembro. 

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