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Investimento alternativo ganha peso nas carteiras das seguradoras


As baixas taxas de juros e a crescente regulação estão a deixar as seguradoras numa situação difícil. Num contexto em que é cada vez mais complicado gerar rentabilidades adequadas sobre o capital investido dentro de limites estritos impostos por orçamentos de risco, os diretores de investimento de muitas seguradoras estão a começar a externalizar a gestão de certos tipos de ativos a gestoras independentes especializadas em investimentos institucionais, com o objectivo de maximizar as rentabilidades relativas e totais.

No seu relatório Insurance General Accounts: Opportunities in a Underserved Market, a empresa global de análise, Cerulli Associates, analisa as peculiaridades e as limitações que a gestão de carteiras de investimento deste sector apresenta – e que movimenta biliões de dólares em ativos – assim como a evolução das decisões de investimento das seguradoras nos últimos anos, identificando oportunidades para as gestoras de ativos institucionais, como é o caso dos investimentos alternativos, um segmento que está a crescer muito rapidamente perante a previsível subida de taxas de juro nos EUA.

“Apesar de apenas representar uma parte relativamente pequena do total de ativos, as maiores seguradoras investem diretamente no capital de risco, setor imobiliário e de infraestruturas”, explica Alexi Maravel, diretor adjunto da Cerulli. “Tal como outros investidores institucionais, os diretores de investimento e outros profissionais de investimento do sector dos seguros recorrem ao investimento alternativo para diversificar riscos e para encontrar fontes de rentabilidade não correlacionadas”.

O relatório revela que, nos últimos anos, o investimento alternativo cresceu de forma generalizada entre as seguradoras, o que levou várias gestoras de ativos a realizar aquisições para melhorar as suas capacidades neste segmento. No entanto, “as gestoras alternativas que trabalham com as seguradoras assinalam que o desconhecimento, por parte dos reguladores, das sociedades limitadas e de outras estruturas alternativas, assim como a necessidade de um maior trabalho de educação entre os profissionais e os comités de investimento do sector dos seguros, impedem o crescimento de investimentos alternativos nas carteiras de investimento das seguradoras”, afirma Maravel. 

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