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Investidores continuam a despedir-se dos fundos mais defensivos


Março não foi diferente dos meses anteriores. Os investidores continuaram a sair das opções mais conservadoras e, consequentemente, menos rentáveis. Nas três plataformas portuguesas, os fundos estrangeiros com mais resgates confirmaram precisamente essa “vontade”, mas demonstraram também algumas outras tendências de investimento.

Isabel Soares, do Banco BiG, indica precisamente que “em termos de fundos mais resgatados, a tendência verificada em março está em linha com a dos meses anteriores” e, por isso, “os principais outflows voltam a registar-se em fundos mais defensivos com exposição ao segmento de dívida”.

João Graça, do ActivoBank, por seu lado, refere uma disposição dos investidores que já é comum na plataforma. “A tendência de saída de mercados emergentes tem sido contínua ao longo dos últimos 3 meses. Esta tendência tem-se verificado na diversificação das carteiras de investimento, com o objetivo de uma maior proteção”, explica. Por outro lado, o selecionador da entidade acrescenta também que se verificaram “algumas alterações de perfil dos clientes”, nomeadamente, “clientes mais conservadores”, que “desejaram aumentar a alocação a ações no fundo core da sua carteira retirando o fundo UBS Yield com exposição de 25% e realocação no Fundo UBS Balance com 45% em ações”, ou “clientes mais agressivos com o fundo UBS SF Equity”, que “resgataram e assumiram posições no fundo UBS Balance salvaguardando valias já acumuladas e aumentando a percentagem de obrigações em carteira”, explica.

Também no Banco Best, se verificou a tendência de saída dos fundos mais defensivos. Rui Castro Pacheco, head of asset management da entidade, lembra que “nos fundos mais resgatados, a predominância mantém-se nos fundos de obrigações e tesouraria, continuando a tendência para a saída em fundos onde a rendibilidade atingida é relativamente baixa, de acordo com as atuais taxas de juro”. Como novidade nos resgates, o profissional destaca que “o aparecimento do setor das biotecnologias, que pensamos estar associado à tomada de ganhos, já que este setor foi um dos que mais subiu no último ano”.

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