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Instituto BBVA de Pensões: as pensões e os hábitos de poupança em Portugal


A Cidadania Social – Centro para a Intervenção e Reflexão de Políticas Sociais, na voz de Margarida Corrêa de Aguiar, juntou na emblemática Fundação Calouste Gulbenkian o Instituto BBVA de Pensões e uma sala repleta de individualidades de referência na política, economia e gestão em Portugal, para discutir os resultados da terceira sondagem “as pensões e os hábitos de poupança em Portugal”, efectuada pelo Instituto.

À semelhança de outros anos, Adelaide Marques Cavaleiro, do Instituto BBVA de Pensões, deu o tiro de partida para a conferência com a apresentação dos dados da referida sondagem, que procura auferir os conhecimentos da população portuguesa sobre a temática das pensões e reforma. A conclusão geral dos dados apresentados aponta para uma elevada indiferença ou desconhecimento no que se refere ao funcionamento dos sistemas de pensões ou mesmo da própria situação contributiva, bem como uma muito fraca propensão à poupança.

Preferência pelos depósitos

Dos resultados destacam-se, por exemplo, um potencial de penetração dos meios privados de poupança para a  reforma, nomeadamente fundos de pensões e de investimento. Efetivamente, perante a questão “através de que meio começou a poupar para a sua reforma?”, 38% dos inquiridos declarou utilizar fundos de pensões, enquanto que os fundos de investimento acumularam apenas 8% das respostas. Por outro lado, depósitos a prazo e à ordem, em conjunto, somam mais de 50% das respostas.

Quando questionados acerca da fonte de informação ou tipo de aconselhamento a recorrer, aquando da decisão de compromisso com um meio de poupança para a reforma, o próprio banco ou gestor bancário são a primeira escolha de mais de metade dos inquiridos, seguidos do agente/corretor de seguros.

A discussão dos resultados

Posto isto, deu-se início a uma discussão, moderada pelo professor universitário e especialista nestas questões, Jorge Bravo, com o reconhecido economista e antigo Ministro, Miguel Cadilhe, o researcher da Universidade de Lisboa, Pedro Magalhães e o economista e ex-Secretário de Estado, Fernando Alexandre.

Comentando a elevada incidência de respostas que poderiam evidenciar falta de conhecimento ou interesse dos inquiridos, Miguel Cadilhe fez questão de fazer um reparo. Num contexto como o atual e depois de uns anos a atravessar o “desfiladeiro da troika”, estas respostas refletem mais uma “atitude de protesto” do que uma verdadeira falta de cultura.

Não obstante, Pedro Magalhães fez questão de ressalvar que a iliteracia financeira é evidente na população portuguesa e que a formação base seria extremamente importante para que as pessoas pudessem compreender melhor esta temática. O veículo mais eficaz, segundo o profissional, seriam formações nas próprias empresas.

Fernando Alexandre procedeu a algumas observações, apontando diversos paradoxos. Destes destacam-se uma poupança global, em Portugal, que tem vindo a crescer, mas acompanhada por uma poupança das famílias em decréscimo. Adicionalmente, observa-se também maior noção da insustentabilidade da segurança social, mas uma inércia da população em poupar no sentido de complementar a reforma. 

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