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Inflação a descer e desemprego a diminuir: que perspetivas?


No dia 31 de janeiro, foi dia do Eurostat revelar dados sobre o desemprego e previsões preliminares para a inflação no mês de janeiro. O desemprego na zona euro caiu para os 12%, e a inflação global espera-se que seja de 0,7% (uma previsão mais baixa do que a de 0,8% no fim de 2013). Já a inflação base estimada cresce de 0,7% para 0,8%. O que significam estes dados, concretamente? E especificamente a sua combinação?

Azad Zangana, Economista da Schroders, refere que “a inflação base é agora maior do que a inflação global, o que demonstra o impacto negativo das categorias mais voláteis de bens e serviços”, refere, acrescentando que “janeiro é geralmente um mês impactado por mudanças de preços administrados, especialmente nos mercados de energia doméstica”.

Sinais mistos

David Lebovitz, da J.P. Morgan Asset Management, acrescenta que os dados lançados hoje “enviam sinais mistos para os mercados, com uma melhoria do mercado laboral a contrastar com uma taxa de inflação que ainda é demasiado baixa”. No entanto, para os investidores, o especialista fala de um certo “consolo” “enviado” por estes dados, já que apesar da recuperação estar numa fase muito inicial, e do desemprego continuar elevado, “pelo menos não continua a subir”.

Europa: a seguir exemplo japonês?

No “reverso da medalha”, está no entanto o medo de que a Europa siga o exemplo do Japão. “Os baixos níveis de inflação estão a fazer com que muitos investidores se questionem se a Zona Euro está lentamente a aproximar-se de uma espiral deflacionária semelhante à japonesa”, refere Azad Zangana. Apesar destes rumores, o economista da Schroders afasta essa hipótese, mas não deixa de sublinhar riscos. “Os baixos números de inflação podem conduzir o Banco Central Europeu a adicionar mais estímulos, num futuro próximo, ainda que os instrumentos à sua disposição se estejam a esgotar”.

Da J.P. Morgan AM, David Lebovitz, lembra no entanto que a inflação continua abaixo da meta fixada pelo BCE (2%), e dado o mandato único do banco central para a estabilidade de preços, parece necessário outra operação de refinanciamento de longo-prazo.

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