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IM Gestão de Ativos complementa oferta de fundos com gama Ibérica


À parte das grandes diferenças entre as duas nações, Portugal e Espanha partilham a mesma península e formam uma região cada vez mais una  aos olhos da gestão de ativos. Entre o “cozido” e o “cocido”, a diversidade, seja gastronómica, seja ao nível do universo de investimento, expande-se significativamente quando o enfoque da gula ou do investimento se dá em ambos os mercados. Foi exatamente neste sentido que a IM Gestão de Ativos, a maior entidade gestora independente nacional, parte integrante espanhol Grupo CIMD e recentemente com uma imagem renovada, lançou este mês duas estratégias de investimento UCITS domiciliadas em Portugal - uma de obrigações e outra de ações - que representam o início da constituição da sua gama Ibéria. Os fundos têm o nome de IMGA Iberia Fixed Income e IMGA Iberia Equities.

“O espaço de investimento é estratégico para nós. Temos obviamente vantagens competitivas evidentes e fáceis de explicar”, expõe Nuno Serafim, administrador da entidade, referindo-se à proximidade da gestora com as capitais de ambos os países. “Estamos próximos dos emitentes e dos clientes, e conhecemos as idiossincrasias do mercado ibérico, menos eficiente que outros mercados europeus ou que o mercado dos EUA, sendo portanto uma geografia onde a gestão ativa faz mais sentido e onde há mais alpha para explorar”, acrescenta o profissional.

IMGA Ibéria Fixed Income

No espaço das obrigações, é Duarte José que está no comando da estratégia, auxiliado pelo novo membro da equipa, Aitor Zubeldia Ramos, um profissional com experiência ao nível de sistemas de gestão de risco e que “vem trazer competências complementares à equipa, bem como uma maior proximidade com Espanha”, segundo Nuno Serafim. 

Duarte_Jose_IM_Gesta_o_de_Ativos_IMGAEste fundo de obrigações procurará explorar o prémio de risco no espaço ibérico, acabando por apresentar, inevitavelmente um caráter mais high yield. O enfoque geográfico terá um perfil 20/80, ou seja, 20% Portugal e 80% Espanha, embora este limite seja apenas indicativo. No mínimo a carteira deverá estar investida 60% em ativos investment grade. Duarte José resume o objetivo da estratégia como uma forma de “capturar prémio de risco, identificando eventuais distorções e contaminação do mercado soberano para o corporativo”.

Apesar dos 60% alocados ao segmento com grau de investimento, os restantes 40% “desde que satisfeitos critérios prudenciais de risco, podem ser investidos em nomes de segunda linha, sem rating, aos quais consigamos atribuir um rating interno, tornando-se num fundo com bastante flexibilidade”, destaca o gestor. Adicionalmente, a política de investimento do fundo permite uma salvaguarda, em que “em situações de extrema aversão ao risco, a gestão poderá decidir alocar até 100% do fundo a obrigações soberanas Prime”, para garantir a preservação de capital.

A carteira inicial deverá apresentar um ligeiro overweight a Portugal face a Espanha “para capturar o prémio de risco relativo”, e uma sobreponderação relevante a instrumentos do mercado monetário de “entidades ibéricas com programas de papel comercial e uma situação financeira sólida”.  Por outro lado, espera-se um underweight tático a duration, focando em emissões até cinco anos, considerando que “as curvas de yields poderão aumentar a inclinação”, salienta Duarte José. O fundo pode alocar até 10% a outros fundos de investimento e assumir 20% de risco cambial, embora não esteja nos planos fazê-lo no curto prazo.

IMGA Iberia Equities

O novo fundo de ações ibéricas da IM Gestão de Ativos bebe do know-how que a casa já tem em ações portuguesas, nomeadamente na gestão do fundo IMGA Ações Portugal, comandado por Nuno Marques. Obviamente trata-se de um fundo de ações Nuno_Marques_IMGA“focado maioritariamente em empresas cotadas nos mercados regulamentados em Portugal e Espanha”, ou, “se cotadas noutro mercado regulamentado, com gestão ou fontes de receitas relevantes nestes dois mercados”, pode ler-se na apresentação do produto.

 À Funds People Portugal, Nuno Marques – também responsável por este produto -  começa por referir que gerir este fundo Ibéria “é um alargamento natural para quem já gere ações portuguesas”. Olhar para o mercado ibérico como um todo, refere, “acaba por abrir portas para outros sectores e para empresas de uma dimensão maior”. O parâmetro de referência na alocação será também de 80% da carteira alocada ao mercado espanhol e 20% ao mercado português. Contudo, o profissional indica que têm um enviesamento ligeiro para Portugal neste parâmetro de referência definido.

Sem qualquer constrangimento em termos de sector, “a carteira-objetivo apresenta 32 posições”, entre os 166 emitentes disponíveis para investimento. Embora o possam fazer, especifica que neste momento não recorrem a qualquer tipo de instrumento derivado ou ETF. As posições de risco ativo para o benchmark mais consideráveis andarão entre os 2% e os 3,5%, explica Nuno Marques, referindo que na construção da carteira têm uma visão maioritariamente bottom-up, que acaba por ser contrabalançada por “um layer de momentum associado ao funcionamento normal dos mercados ibéricos”.

Da entidade reforçaram também à Funds People que o lançamento deste produto se  insere no “rumo natural de uma gestora que quer ser reconhecida pelo seu nicho de ativos ibéricos”.

Atualmente os dois fundos são distribuídos no Millennium BCP, ActivoBank e Banco BIC.

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