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IGCP voltou a emitir dívida de curto prazo


Foi o primeiro leilão de dívida pública de 2016, depois da operação sindicada realizada na semana passada onde o Estado português se financiou em 4 mil milhões de euros. Na manhã desta quarta-feira, 20 de janeiro, o IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública fez duas emissões de dívida de curto prazo, a seis e a doze meses, onde colocou 1.800 milhões de euros.

No prazo mais curto foram colocados 550 milhões de euros a uma taxa negativa de 0,013%. Esta taxa pode ser comparada com a que resultou no leilão de 19 de novembro, que se situou nos -0,018%. Já no prazo mais longo – um ano – foram colocados 1.250 milhões de euros a uma taxa de -0,001%. A procura superou a oferta em 1,6 vezes.

Filipe Silva, diretor da Gestão de Ativos do Banco Carregosa afirmou que “nesta emissão de dívida, as taxas do curto prazo subiram um pouco, mas foi uma subida muito marginal. A procura esteve dentro dos valores médios e o que podemos concluir é que, apesar de um início de ano muito negativo quer para os mercados de ações, quer para os mercados de obrigações de empresas (corporate), o mercado de dívida soberana continua protegido pelo BCE e pelo plano de compra de ativos. Estas taxas, contudo, colocam um dilema aos investidores: onde investir quando as ações descem, a dívida de boas empresas continua cara e a dívida soberana tem taxas negativas?

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