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Houve "efeito janeiro" em 2013?


O "efeito janeiro" é um fenómeno que foi identificado em 1980 e é um comportamento estatístico que acontece nos mercados acionistas, sendo que os principais movimentos foram notados no mercado bolsista norte-americano. Os dados estatísticos mostram que o primeiro mês de cada ano teve, muitas vezes, subidas “anormais” nos mercados e que foi a maior subida do ano. Será que no ano passado se verificou o efeito janeiro nos fundos nacionais?

Em termos da indústria de fundos nacionais, os dados mensais da Morningstar relativos ao ano passado mostram que os mais de duzentos fundos disponíveis tiveram a segunda maior subida no mês de janeiro com 1,76% sendo apenas ultrapassado pelo mês de outubro com 1,86%. Nesta amostra aparecem os fundos de todas as classes de ativos (ações, obrigações, alocação, entre outros).

E nos fundos de ações?

O efeito janeiro é visto nos mercados de ações, sendo que é essencial verificar este fenómeno nos fundos de ações.

Os dados mensais disponibilizados pela Morningstar mostram que o melhor mês desta classe de ativos, no ano passado, foi....janeiro.

O primeiro mês de 2013 deu aos fundos de ações domiciliados em Portugal uma rendibilidade média de 5,1%, valor bem distante do segundo melhor mês para os fundos de ações que foi outubro com uma valorização média de 3,76%. Os doze meses dos ano deram uma rendibilidade média nos fundos de ações de 1,09% com apenas três meses a serem negativos com o restantes nove meses a apresentarem uma média de 2,15%.

 

A tabela com os ganhos médios mensais dos fundos de ações em Portugal

Fonte: Morningstar com dados de rendibilidade mensais no fecho de cada mês
(Análise Funds People a partir de dados cedidos pela Morningstar).
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