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Happy Birthday, Bull Market


Russ Koesterich, diretor de estratégias de investimento na BlackRock, comenta a situação atual onde o ponto de referência é o facto do mercado estar em Bull Market há cinco anos, sendo essa a “efeméride comemorada” esta semana.

Para o especialista, o dia 9 de março de 2009 foi o aquele em que os mercados acionistas assentaram e deram a volta. No dia seguinte iniciou-se a recuperação, sendo que o dia 10 de março de 2014 marcou o quinto aniversário dessa recuperação, a era do Bull Market. E em estilo de comemoração, mesmo com o problema existente na Ucrânia, a tendência foi de subida. O Dow Jones Industrial cresceu 0,8% na semana anterior, o S&P500 subiu 1% enquanto o Nasdaq valorizou 0,65%. Já nos mercados de fixed income, as obrigações do tesouro norte-americanas a 10 anos subiram de 2,65% para 2,79%, com os preços a caírem de forma equivalente.

Mercados ultrapassam nervosismo

Para Russ Koesterich, os “mercados superaram o nervosismo sobre a Rússia, Ucrânia e Crimeia. Na segunda-feira viu-se um breve aumento de vendas e de volatilidade, embora o seu efeito tenha sido modesto”. Já no “dia seguinte, os mercados recuperaram e voltaram a atingir novo máximos”, continua.

Grande parte da recuperação pode ser atribuída ao abrandamento da tensão na região. Vladimir Putin desmentiu ter quaisquer ambições territoriais o que causou um sentimento coletivo de alívio”, explica.

Melhoria dos dados económicos

Os mercados financeiros também saíram beneficiados com a divulgação de alguns dados económicos melhores do que o esperado, tais como a criação de novos empregos, as melhorias na produção, entre outros”, diz o especialista da gestora.

No entanto, apesar da melhoria existente, esta ainda está abaixo do que era esperado. “A taxa de participação no mercado de trabalho continua a ser baixa e o desemprego de longa duração continua a ser alto”, diz.

E para o sexto ano?

Mas agora que o Bull Market está a entrar no seu sexto ano, como será com os investidores?” pergunta o especialista. Russ Koesterich afirma que “as ações já não estão baratas e que o crescimento económico irá aumentar o que levará a um aumento dos preços. Acreditamos que os preços das ações vão subir em vez de descer”.
“Assim, gostaríamos de incentivar os investidores a manter o seu foco em ações. Mesmo com a perspetiva de um aumento da volatilidade tanto no cenário macroeconómico como nas valorizações das ações”, terminou.

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