“Há muito poucos fundos de mandatos com esta estrutura”


Os fundos Multimanager são um dos produtos distintivos da oferta do Barclays Wealth & Investment Management, mas também na própria oferta existente no mercado.Foi precisamente essa ideia que Jaime Arguello, responsável do Multi-management Barclays, reforçou à Funds People Portugal, no passado dia 21 de janeiro, durante um seminário aberto aos investidores em Lisboa. “Há muito poucos fundos de mandatos, pelo menos com esta estrutura”. E que estrutura é essa?

Com carteiras diversificadas e geridas numa perspetiva muito local, estes fundos de fundos apresentam 3 estratégias/equipas que compõem o seu processo. Na equipa de Asset Allocation, que pertence ao Barclays, “definimos a tática e como queremos fazer a alocação mediante as várias classes de ativos”. Em segundo lugar, na própria gestão do fundo multimanager, é feita a “implementação da alocação de ativos, através por exemplo, do uso de ETFs, futuros, etc”. Por último, nesta cadeia, Jaime Arguello, aponta os gestores externos, que “selecionam as ações e as obrigações específicas que são colocadas na carteira do fundo”. Neste âmbito são cerca de 35 as equipas institucionais que têm a seu cargo a tarefa de escolher as melhores ações e obrigações para as carteiras.

Estes fundos inseridos na estrutura multimanager denominam-se de global asset e correspondem a mandatos de gestão atribuídos a gestores institucionais/especializados, tendencialmente inacessíveis ao cliente final dado os montantes mínimos exigidos (em torno dos 10 milhões de euros). Desta forma, um cliente particular que aplique uma quantia mínima (1.500 euros) “tem acesso a uma diversificação e grau de expertise incomparável”, explica o especialista.

Geradores de Alpha e exigência de transparência

Ainda que possa parecer fácil, o responsável pelo Multi-management Barclays sublinha que a seleção dos gestores é, na verdade, “um processo complexo e uma aposta em pessoas”. Fazendo uso da experiência de quem “já passou por muitas crises”, Jaime Arguello fala numa grande disciplina durante o procedimento de escolha. “Procuramos gestores de alta convicção, que sejam risk takers, com um processo de research simples e que consigam desfazer com rapidez posições que num determinado momento passam a representar um erro”, indica, dizendo que não procuram gestores que apenas tenham momentum.

Com um contributo claro de um grande número de equipas com experiência no investimento, o responsável pelo Multi-management Barclays, reforça o papel da transparência. “Os gestores mandam-nos as posições todos os dias. Sabemos a cada momento como está a performance”, diz, explicando que em Londres existe uma equipa responsável por se certificar que os gestores estão a fazer o que é pretendido com as melhores soluções.

Diversificar ‘Around the world’

Com um racional subjacente que assenta precisamente na diversificação dos global assets e dos gestores, estes produtos de arquitetura aberta, têm diferentes estilos de gestão. “Temos um processo que define como é que os estilos se podem combinar juntos, e por isso atuamos em quase todas as fases do mercado”, indica Jaime Arguello. Desta forma, os fundos beneficiam do expertise existente em vários pontos do globo, com presença nos EUA, Brasil, Japão…

Referindo exemplos geográficos, o especialista indica que “no caso específico das ações americanas” estão ligados “ a uma boutique pequena no país, que tem gestores em vários Estados americanos”. Por isso 40% das equipas são gestores institucionais, que apenas estão disponíveis para o Barclays, fazendo com que “o seu propósito seja bastante único”. Segundo Jaime Arguello existem atualmente quase 5 mil milhões de euros nos fundos multimanager.

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