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“Gosto de interlocutores dispostos a dar informação não enviesada”


O que considera estar na base da atribuição deste prémio de melhor analista?

Na base da atribuição estão os votos de empresas e clientes, sendo a qualidade da análise sancionada pelo júri que é bastante conhecedor da matéria. Respondendo de outra forma, na base está toda a equipa do 'sell side' do BPI. É difícil distinguir a contribuição individual da contribuição da equipa. Sabendo o que sei sobre toda a equipa e o quanto contribuíram para a percepção de qualidade que os nossos clientes e empresas cobertas têm sobre o BPI, há muitos vencedores ou melhor, há vários analistas do BPI que poderiam ter sido agraciados e foi com eles que partilhei o prémio. 

Quais os metódos de análise que utiliza? Qual considera ser o mais fiável? Depende dos sectores ou da informação dada pela empresa?

Cada negócio e cada empresa é diferente. O objectivo é sempre fazer um enquadramento da realidade da empresa entre os seus pares e a realidade da indústria e todo o contexto macro. Mais especificamente o desafio passa muito por fazer 'cross checking' de métodos, 'valuation' de mercado e informação pública.Depois, é necessário ter a noção de que o valor provém do 'cash' efectivamente gerado. Tenho visto muitos equívocos a este respeito em vários relatórios de research.

A relação analista/empresa é difícil de conquistar?

Depende. É tão importante conquistar esse acesso como manter total independência. Acima de tudo, é necessário demonstar essa imparcialidade, independência e rigor.

O que aprecia mais quando está a obter informação da empresa, nas diversas reuniões que faz?

Gosto de interlocutores dispostos a dar informação não enviesada, que não tentem influenciar e que dão acesso a diferentes níveis funcionais da empresa.A questão de 'targets' e 'guidance' é muitas vezes demasiado enfatizada pelo mercado.

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