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Futebol: o espetáculo que apaixona e move multidões... e milhões


O futebol é, claramente, um desporto de massas e com uma importância incontornável desde sempre. Muitos são os exemplos que justificam o facto desta indústria ter ganho uma dimensão considerável, "ser o desporto preferido de milhões de pessoas independentemente do género, classe social, religião ou nível de rendimentos". Nomes portugueses como Eusébio, Figo, Cristiano Ronaldo ou José Mourinho colocam Portugal num lugar de destaque na história do futebol.

Esta percepção de um posicionamento vantajoso nacional na indústria do futebol é o mote de partida de José Martins Soares, Chief Strategist, e Sandra Utsumi, Head of Macro Strategy, para enquadrarem o quarto research temático do Espírito Santo Investment Bank sobre o negócio do futebol, realizado pela equipa de analistas de Cross Asset da entidade

Construção de estádios de qualidade superior, transmissão de jogos em 3D, equipamentos desenhados por designers de marcas reconhecidas, jogadores que fazem publicidade a um sem número de bens de consumo que os tornam "melhores" e objetos de merchandising são alguns dos exemplos de negócios e empresas paralelas ao futebol per si. De acordo com as estimativas do Espírito Santo Investment Bank, em 2014, é expectável que este deporto, que envolve toda essa rede de negócios (vestuário, infraestruturas, bilheteira, transferências, patrocínios, direitos de transmissão), possa gerar mais de 70 mil milhões de dólares.

Entre as principais conclusões dos analistas da entidade e que fazem crer que existe um número crescente de oportunidades de investimento entre as empresas associadas ao negócio do futebol como Adidas, Nike, Puma, Foot Locker, Sports Direct, Bwin Party Digital, Ladbrokes, Unibet entre outras estão o facto do futebol ser um desporto global, omnipresente e que invade o dia-a-dia não só através do seu forte posicionamento nos media como da simples pergunta que cedo se faz a uma criança "qual o clube favorito?".

Onde está realmente o valor?

Os fãs consomem futebol de distintas formas ou não fossem os jogos de computador da FIFA serem tão concorridos. Os clubes de futebol tornaram-se marcas internacionais reconhecidas e com um poder em termos de venda de patrocínios, visível na quantidade de empresas que "lutam" por um camarote nos grandes estádios. Esse fenómeno dos "grandes" é conhecido economicamente e, no entender da equipa de cross asset do Espírito Santo Investment Bank, "a riqueza no futebol tende a estar mais concentrada, e as equipas que ocupam o top tornam-se cada vez maiores". Só em 2013, referem, foram pagos em salários e taxas associadas quase 14 mil milhões de euros. "Apesar do crescimento extraordinário na receita, a dívida tem crescido dramaticamente", alertam os analistas. Esta questão tem sido muito polémica, por exemplo, no Brasil, país que acolhe no próximo mês de junho o Mundial de Futebol. No quarto research da entidade pode ler-se que as grandes competições, como é o caso, geram grandes investimentos para o país anfitrião, embora os impactos positivos sejam frequentemente exagerados.

Todavia, as oportunidades de investimento no negócio do futebol são inegáveis e devidamente contrabalançadas com os riscos podem gerar retornos interessantes.

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