Fundos poupança ações: retornos rondam os 20% desde início de 2015


Contam-se pelos dedos as categorias de fundos que desde o início de 2015 até ao final de maio conseguem entregar retornos médios acima dos 20%. Os produtos que investem em ações nacionais inscrevem-se na exceção, e têm vindo a quebrar essa barreira de retorno.

Os últimos dados da APFIPP, que se referem ao final de maio, são reveladores dessa tendência, e mostram que praticamente todos os fundos inseridos na categoria de Fundos de Poupança Acções apresentam um retorno superior ou muito próximo dos 20%. Outra coisa não seria de esperar, já que estes fundos, que segundo a definição da APFIPP  “financiam Planos de Poupança em Acções”, investem na bolsa nacional. Muito embora o índice português tenha nos últimos dois meses abrandado a sua performance, o PSI-20 tem de facto recuperado a olhos vistos e continua positivo em 2015 com a sua valorização a chegar muito próximo dos 22%.

O Barclays FPA, a cargo da Barclays Wealth and Investment Management, é o fundo em destaque dentro da categoria, desde o início do ano até final de maio. Alcança quase 26% no período em análise, enquanto que por exemplo a 2 anos apresenta uma rendibilidade anualizada de 8,36%, ao passo que num período de três anos os ganhos são de 19,95%. Assinale-se que este é um fundo que segundo a página da Morningstar “tem como finalidade a realização de aplicações em ações portuguesas”, estando “normalmente investindo em 90% do seu valor líquido em ações cotadas na Bolsa de Valores portuguesa”. Segundo a mesma fonte, nas cinco maiores posições da carteira do produto encontra-se um futuro sobre o PSI 20, ações do BCP ou da Jerónimo Martins.

O BPI PPA apresenta nos cinco primeiros meses do ano um retorno, que, segundo as informações da APFIPP, pouco “foge” ao do peer anterior. O produto gerido pela BPI Gestão de Activos consegue no período uma rentabilidade de 24,65%. Na ficha de produto que a gestora disponibiliza online, datada de 31 de abril, por essa altura podiam ler-se nomes como NOS SGPS, Sonae SGPS e BCP nos principais títulos do portfólio. Particularmente sobre abril, na ficha comentam que este foi um mês em que “o mercado português subiu 2,1% registando uma overperformance face às restantes bolsas europeias”.  

Ainda acima do limiar dos 20% de retorno desde o início do ano aparece um fundo da Caixagest. O Caixagest PPA atinge 22,31% de rentabilidade nos cinco meses iniciais de 2015, e partilha na sua carteira alguns nomes com os fundos atrás descritos. Segundo a informação online da Morningstar, que insere este produto na categoria de 'ações portugal', o produto apresenta nas cinco maiores posições um futuro sobre o PSI 20,  títulos do BCP ou da Sonae SGPS.

São mais dois os fundos que conseguem exibir uma rentabilidade superior a 20% no período em foco. O primeiro designa-se de PPA Acção Futuro e é gerido pela Futuro. O produto apresenta na sua carteira títulos como a Martifer SGPS, a Ren, ou a Sonae Capital e alcança 20,65% de retorno de janeiro a maio.. Espaço ainda para nomear o Santander PPA neste rol dos fundos que atingem mais de 20% de ganhos. O produto gerido por Diogo Pimentel, e pertencente à Santander Asset Management, tem 20,13% de rentabilidade nos cinco primeiros meses do ano. Não fugindo à lógica dos demais, também este produto tem na sua carteira um futuro sobre o PSI 20 nas cinco maiores posições, e ainda investimentos na Jerónimo Martins, e na NOS SGPS. Recorde-se que o gestor deste fundo foi recentemente agraciado nos prémios Diário Económico/APFIPP, evento no qual o Santander Acções América por si gerido foi considerado o melhor Fundo de Acções Americanas em mercado nacional.

Da GNB Gestão de Ativos são os restantes fundos que compõe esta categoria APFIP.  O NB PPA, bem como o NB Poupança Ações – PPA, são ambos geridos por José Valente e conseguem alcançar 19,56% e 19,53% de retorno, respetivamente. Segundo as fichas de produto online referentes a 30 de abril,  os dois fundos da casa partilham no seu portfólio, ao nível dos principais títulos as seguintes posições: BCP, Sonae SGPS, NOS SGPS e Galp Energia. A beneficiar ambos os fundos, o gestor salienta nesse mesmo documento a exposição à Portugal Telecom no quarto mês do ano.

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