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Fundos portugueses de ações continuam escalada de crescimento


Portugal à semelhança de outros países do sul da Europa apresenta um perfil de investidor mais conservador. Este facto levou a que os fundos mais defensivos, como por exemplo os de mercado monetário ou de obrigações de curto-prazo, ganhassem popularidade nos últimos anos a par da descida de remuneração dos  depósitos bancários. Nesse sentido, e conforme um artigo publicado pela Funds People em janeiro deste ano, os gestores nacionais têm-se afirmado na categoria de obrigações, embora tenham admitido que a crise impôs um novo olhar sobre os ativos de risco e sem risco. Apesar deste maior expertise em obrigações, a rotação de carteiras proporcionou maiores fluxos nos produtos que investem nos mercados acionistas. 

Assim, entre 2013 e os primeiros três meses de 2014 as bolsas ganharam avanço, e no nosso país essa tendência não foi exceção. Os dados da EFAMA, publicados pela APFIPP, mostram isso mesmo: o valor gerido pelos fundos de ações em Portugal cresce a olhos vistos. Se no final do ano de 2013 os produtos que investem em mercados acionistas tinham 1.032 milhões de euros de ativos sob gestão, no primeiro trimestre de 2014 esse valor ascendeu aos 1.119 milhões. 

O que é nacional é bom...

Dentro do universo dos fundos de ações, em Portugal o maior crescimento foi conseguido pelos fundos que investem na nossa própria bolsa, que arrecadaram mais 86 milhões de euros face ao final de 2013. No término de março os fundos de ações nacionais tinham um património de 358 milhões de euros.

... mas europeu também

Apenas o valor gerido pelos fundos de ações europeias consegue “bater” o património dos produtos dedicados à bolsa de Lisboa. No final do primeiro trimestre do novo ano, os fundos que têm como universo de investimento as bolsas do velho continente tinham 399 milhões de euros sob gestão, um valor superior aos 387 milhões do final de 2013.                  

Ainda que o volume sob gestão dos fundos de ações nacionais tenha aumentado, ressalva-se que o universo desta categoria de produtos continua inalterado. Tal como no final de 2013, também quando o primeiro trimestre de 2014 terminou, o nosso país continuava a ter 55 fundos de ações, em que 14 investem no mercado nacional, 22 investem na Europa, 5 na América, 2 no Pacífico, 5 em outras regiões e, finalmente, 7 têm universo de investimento global. 
 

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