Fundos de pensões olham cada vez mais para o investimento em mercados internacionais


Os fundos de pensões de todo o mundo estão a expandir horizontes. Quem o garante é a ALFI – Associação da Indústria de Fundos do Luxemburgo – que na sua conferência anual de distribuição global apresentou um estudo elaborado pela PwC Luxembourg, onde é testemunhado que os fundos de pensões, em termos globais, estão a “a olhar para além das suas fronteiras, por forma a responder às suas necessidades de investimento”.

O relatório “Beyon their borders: evolution of foreign investment by pension funds” demonstra que os fundos de pensões da América do Sul são os que apresentam a “maior taxa de crescimento global”, com os seus ativos sob gestão a crescerem dos 184 mil milhões de dólares em 2008, para os 528 mil milhões de dólares em 2014, o que representa uma taxa de crescimento anual composta de 19,2%.

Fundos de pensões nacionais: dos que mais investem no estrangeiro

O documento mostra igualmente que o investimento estrangeiro pelos fundos de pensões da maioria dos países da OCDE perfazia, em média 25%, do total de investimento em 2008, valor que em 2014 tinha avançado para os 31%. Concretamente na Europa, a percentagem dos portfólios dos produtos alocada a investimento estrangeiro cresceu dos 32% em 2008 para os 34% em 2014. Nos últimos seis anos são os fundos de pensões de Portugal, Holanda e Finlândia que mais dinheiro têm destinado aos mercados internacionais.

No que toca às classes de ativos utilizadas para o efeito, o estudo da consultora mostra que são as ações o ativo privilegiado... mas existem estratégias adoptadas que variam de país para país. Se alguns fundos de pensões optam por desenvolver equipas de gestão de ativos no estrangeiro – como é o caso da Norges Bank Investment Management, que gere o fundo de pensões do governo da Noruega - outros optam por fazer aquisições ou parceiras com gestoras que tenham expertise nos mercados estrangeiros. Por fim, uma das estratégias de alguns fundos de pensões para investir globalmente passa ainda por investir noutros fundos estrangeiros.

Denise Voss, presidente da ALFI, refere que “com a geração dos baby boomers a alcançarem a reforma e com a esperança média de vida a continuar a aumentar, as obrigações do sector de pensões público vão crescer”. Nesse sentido realça que este estudo “fornece mais clareza sobre os investimentos globais dos fundos de pensões, demonstrando as oportunidades oferecidas pelo investimento global e sobre como alguns mercados estão a abordar esse mesmo investimento”. 

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