Fundos de pensões nacionais caem em agosto


De acordo com os dados publicados pela consultora Mercer, os fundos de pensões nacionais tiveram uma performance negativa no mês de agosto, com uma mediana estimada de -0,5%, sobretudo devido ás desvalorizações nas obrigações e no mercado acionista. Para Rui Guerra, Partner da consultora: “A performance negativa dos mercados acionistas resultou essencialmente da crescente instabilidade política com o receio de uma intervenção militar na Síria, no entanto, também contribuíram o sentimento de incerteza dos investidores relativamente à continuação da política monetária expansionista e a expectativa do resultado das eleições alemãs.“

Obrigações com uma queda menor em agosto

Em agosto, segundo os cálculos da Mercer, o mercado de ações caiu 1,7%, com as ações europeias a cair 1,4% e as ações fora da Europa com uma queda mais acentuada, atingindo os 2,2%. O mercado obrigacionista teve uma queda mais ligeira (0,3%), com as quedas maiores a situarem-se nas Obrigações de taxa fixa em Euros e nos títulos de dívida de outras moedas. Já as Obrigações de taxa variável em euros conseguiram valorizar 0,2%. “O mercado obrigacionista registou uma performance negativa na sequência da subida das yields nos EUA e na zona Euro. Os investidores venderam as obrigações mais seguras antecipando resultados económicos acima do esperado, e na expectativa do abrandamento do estímulo financeiro dos bancos centrais”, afirmou Rui Guerra.

Ações puxam desde do início do ano

Apesar da queda das ações em agosto, é desde do início do ano que este ativo é realmente rentável. Segundo os cálculos da consultora, desde janeiro, as ações apresentam uma rendibilidade de 13,2%, sendo que as ações europeias “apenas” valorizaram 11,3%, com as ações de outras zonas do globo a subirem 16,5%.

Desde janeiro, as ações apresentaram rendibilidades positivas em seis dos dois meses, com o máximo a ocorrer em julho.

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