Fundos de capital de risco cresceram em Portugal no ano passado


O relatório anual publicado na semana passado pela CMVM, referente a 2013, mostra que houve um aumento superior a 10% no montante global de investimento dos operadores de capital de risco, tendo este ultrapassado os 3 mil milhões de euros. Deste valor, quase 2.600 milhões pertencem a fundos de capital de risco (FCR) com os restantes a irem para as sociedades de capital de risco (SCR).

Apesar do aumento se ter situado acima dos 10%, de acordo com o relatório, “foi inferior ao verificado na Europa onde, segundo a European Private Equity & Venture Capital Association (EVCA), os recursos captados pelo capital de risco duplicaram face ao anterior exercício".

De notar, ainda, que face ao ano anterior, houve uma progressão no montante investido pelos FCR que contrastou com um decréscimo do investimento realizado pelas SCR. De acordo com a publicação da entidade reguladora, o “aumento do investimento realizado pelos FCR resultou do incremento das participações e de outras fontes de financiamento“. Já os “investimentos em participações em capital continuaram a cair, em resultado da diminuição verificada nas participações das SCR em capital de sociedades abertas”.

Embora em níveis reduzidos, as participações em capital de sociedades fechadas aumentou, tanto nos FCR como nas SCR.

Valor em carteira dos FCR cresce 16%

O valor em carteira dos fundos de capital de risco ascendeu a 2.593 milhões de euros, o que representa um aumento em quase 16% face ao ano anterior. Este crescimento deveu-se, sobretudo, aos suprimentos que passaram de 1.318 milhões em 2012 para mais de 1.618 milhões de euros no final do ano passado. De notar que esta rubrica tem vindo a crescer ao longo dos últimos anos.

Também o número de investimentos cresceu, ultrapassando um milhar (1.128), quando em 2012 não tinha chegado aos mil.

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