Fundo imobiliário Fundimo completa 26 anos em actividade


O fundo de investimento imobiliário (FII) Fundimo, o fundo mais antigo em actividade, completou 26 de existência no dia 25 de Maio, sendo também aquele que acumula um maior volume de activos sob gestão entre os imobiliários, de acordo com dados da CMVM.
Gerido pela Fundger, este fundo iniciou actividade a 25 de Maio de 1987 e "destina-se a aforradores que pretendem investir em activos imobiliários com vista à obtenção de uma valorização adequada ao nível de risco associado a este tipo de activos e a obtenção de rendimentos semestrais", como é referido no relatório e contas de 2012.
O património do Fundimo é composto predominantemente por prédios urbanos ou fracções autónomas, "enquandrados no mercado de arrendamento e compra de venda destinados ao sector do comércio e serviços, ou por terrenos destinados à promoção imobiliária".
No final de Abril, o valor líquido global do fundo ascendia a 892,9 milhões de euros, de acordo com informação no site da CMVM, o montante mais elevado entre os fundos imobiliários, tendo 141 imóveis arrendados e 142 não arrendados.
Durante o exercício do ano passado, o fundo "obteve 65.158.345 euros de proveitos, sendo 49.829.974 euros de rendas, e suportou custos no valor de 53.504.440 euros, dos quais 14.291.084 euros corresponderam às menos-valias por reavaliação de imóveis", é referido no relatório e contas.
No âmbito da estratégia de investimento, a orientação do Fundimo, segundo consta no mesmo documento, "continuou a ser definida tendo em consideração a correlação entre duas vertentes: desinvestir em activos que já não acrescentam valor e de investir em boas operações onde possa explorar factores de escala e de diferenciação, sobretudo na aquisição de imóveis nos segmentos por si eleitos - escritórios, retalho e logística". A estratégia "passa por aproveitar as descidas dos preços e subidas das taxas de retorno em nichos de mercado, principalmente no segmento de escritórios 'prime' em Lisboa, sector mais resiliente e estável que os restantes".
No relatório e contas do ano passado são sublinhados os efeitos da conjuntura económica social e adversa, que "continua a contribuir para uma política restringente de concessão de crédito com as consequentes repercussões no mercado imobiliário nacional, em especial para o mercado de investimento, que continua, por um lado, a apresentar uma fraca 'performance' e, por outro lado, a registar um aumento considerável das 'yields prime' em todos os segmentos de mercado".
A rendibilidade do fundo foi de 1,22% em 2012, abaixo dos 1,53% do ano anterior; a tendência geral tem sido decrescente ao longo dos últimos anos, com retornos de 6,14% em 2002, de 5,56% em 2003, de 5,05% em 2004, de 5,12% em 2005, de 4,13% em 2006, de 4,57% em 2007, de 3,89% em 2008, de 3,21% em 2009 e de 3,06% em 2010.

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