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Forest Rallying Experience


Começo por confessar que a ideia de conduzir um carro, a alta velocidade, num piso de terra, lamacento e escorregadio, nunca esteve bem no topo das minhas preferências, sendo muito mais um adepto da condução em asfalto, aliado ao indissociável cheiro a borracha queimada e gasolina de 98 octanas!

Apesar disso, e perante a hipótese de embarcar numa experiência diferente na companhia de bons amigos, na hora de tomar uma decisão não restaram grandes dúvidas, sendo um ‘Vamos embora!’  mais do que consensual.

Com os vouchers comprados para um ‘Full Day Experience’ na Higgins Rally School (www.higginsrallyschool.co.uk), embarcamos num voo com destino a Luton, onde alugamos um carro para cobrir os 260km que nos separavam de Carno/Powys County, no País de Gales.

Tipicamente britânicos, o céu cinzento e temperaturas pouco acima de 10 graus brindaram-nos à chegada e só mesmo uma calorosa hospitalidade local nos fez esquecer o vento gelado que teimava em implicar com 3 Portugueses que tinham saído de Lisboa com sol e 23 graus!

No dia do evento, e com alguma ansiedade quase juvenil à mistura, rumamos à floresta onde iríamos ter a oportunidade de viver emoções fortes ao volante de um carro de ralis! Previamente, tínhamos optado por escolher um Fort Escort RS2000 Mk2, de tracção traseira, como o nosso ‘companheiro’ para o dia, seguros de que a diversão estaria garantida, por oposição ao outro carro disponível, um Mitsubishi Lancer 1.6 de tracção dianteira.

Não nos enganamos….

Os primeiros quilómetros com o carro foram feitos em modo bastante cauteloso, não só pelas características do terreno, que se apresentava bastante escorregadio (chovia há vários dias), mas também pela proximidade das árvores, bermas e declives, inúmeras vezes palco de aparatosos acidentes, conforme nos relatava o nosso monitor, também ele um ex-piloto de ralis com 17 anos de ensino acumulado naquela escola.

Com o decorrer do dia, foi-se incrementando gradualmente o ritmo e foi curioso verificar que o maior entrave a uma melhor performance acabou por ser algo que desvalorizamos ao início…. O conduzir com o volante à direita!

Por incontáveis vezes tentei meter mudanças com o manípulo da porta, ou puxar o travão de mão com a base do banco… parece brincadeira, mas é bem mais complicado de evitar do que se possa pensar!

Num dos troços que percorremos, com uma extensão de 12km, foi possível forçar mais o andamento, enquanto geríamos transições de pisos mais ou menos escorregadios, estreitamentos da estrada a obrigar a cuidados redobrados e à quase vertigem perante uma zona onde um pronunciado declive se abria de um dos lados do percurso… sem qualquer tipo de protecção que nos valesse perante algum ‘apuro’!

O dia não podia terminar sem sermos conduzidos pelo nosso instrutor, ‘a fundo’ através da floresta, ‘voando’ pelos mesmos caminhos que nos tinham visto passar como se de um exame de condução se tratasse e fazendo curvas com largas derivas controladas, as mesmas onde tínhamos passado como se segurássemos um ovo entre o pé e o pedal do acelerador!

Tratou-se de uma experiência verdadeiramente enriquecedora e que voltaria a fazer sem hesitar, no entanto, acabo como comecei…. Continuo a preferir o alcatrão!

Veja aqui o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=0Ovphp_old0

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