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Foco da semana na Fed e no Banco do Japão


O destaque desta semana vai para as reuniões de politica monetária da Reserva Federal dos Estados Unidos e do Banco do Japão. O Fed e o Banco do Japão mantiveram as suas taxas directoras inalteradas e não avançaram com nenhuma medida.
 
No caso americano era grande a expectativa em redor de eventuais pistas para futuras subidas de taxas. O facto de não ter mencionado de forma directa os riscos inerentes ao abrandamento económico global, pode ser visto como uma ténue hipótese de uma subida de taxas em junho.
 
As eleições marcadas para novembro retiram um pouco de margem de manobra ao Banco Central para avançar com medidas relevantes muito para lá do verão. As palavras de Donald Trump, que está a liderar as primárias republicanas já advertiu que, se chegar à Casa Branca vai manter as taxas de juro baixas e retirar Yellen do cargo.
 
O Fed irá manter-se vigilante em relação ao desenvolvimento económico e financeiro global por isso o compromisso externo não está totalmente excluído. Parece claro que não vê urgência em subir taxas e tal só irá acontecer se os dados macro entretanto revelados mostrarem solidez e os riscos globais se mostrarem mais contidos. Esta postura do Fed não alterou a direcção do dólar face às restantes divisas do G10.
 
O Banco do Japão não atendeu os pedidos do mercado por mais estímulos e não avançou com mais medidas. A única medida registada foi a criação de uma linha de crédito para ajudar as vitimas dos recentes terramotos que assolaram o país.

A decisão do Banco do Japão de manter tudo como estava ocorreu, apesar de uma maior deterioração no cenário económico do Japão desde a anterior reunião de política monetária.

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