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Fluxos de fundos reflectem crenças dos investidores


Na semana terminada a 12 de Dezembro, os fluxos de entrada em fundos de acções chinesas atingiram máximos históricos, nos últimos quatro anos. Igualmente, os fundos de obrigações Europa e os de acções apresentam fluxos superiores aos mil milhões de dólares, segundo o comunicado da EPFR Global.

Entre os investidores existe, ainda, uma crença relativamente aos EUA, ou seja, acreditam que os decisores políticos não irão conduzir o país ao “precípicio fiscal” e que as recentes medidas da Reserva Federal Americana reforçaram o apetite dos investidores para activos de risco.

Neste sentido, foram favorecidos os fundos de dívida emergente, 'junk bond' (obrigações alto risco) e acções de mercados emergentes. No global, a EPFR indica que o ambiente que se viveu na indústria de fundos, antes do Natal, foi de uma migração de fluxos de fundos de acções em geral  para fundos de acções de mercados emergentes, assim como os fundos de obrigações registaram subscrições, desde o inídio do ano, superiores aos 460 mil milhões de dólares. O comunicado salienta, ainda, que os fundos de mercado monetário tiveram, nas primeiras semanas de Dezembro, resgates na ordem dos 3,5 mil milhões de dólares.

O optimismo em relação à China não foi suficiente para animar os fundos de acções BRIC (Brasil, Rússia, India e China) da sua estagnação. Mas a perspectiva da forte procura chinesa por exportações de 'commodities' da região fez aumentar os fluxos em fundos de acções da América Latina para um máximo em seis semanas, com destaque para os fundos de investimento em Perú, que registam a segunda maior entrada semanal, desde o início do ano.

Os fundos de acções EMEA (Europa, Médio Oriente e África) assistiram, por sua vez, à décima semana consecutiva de resgates (semana terminada a 12 de Dezembro) apesar do sentimento em relação à Europa ter melhorado. No entanto, os fundos de acções polacas tiveram o seu maior volume de captações no ano. As tensões geopolíticas no Médio Oriente e os efeitos da diminuição na procura por petróleo nos mercados-chave desta região constitutem ventos adversos para este grupo de fundos.

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