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Flexibilidade é a palavra-chave do novo mundo nos mercados de obrigações


“Os mercados financeiros, e especialmente os mercados de obrigações, experimentam, há já algum tempo, altos níveis de incerteza e volatidade”, refere Mauro Vittorangeli, em entrevista à Funds People Portugal.
 
Mauro Vittorangeli considera que, no actual contexto em que vivemos, “apenas uma decisão política credível poderia levar a crise da Zona Euro a voltar à normalidade” e aponta o problema da dívida tanto do sector privado como público como a questão crucial. "Acredita que os novos desafios requerem uma nova abordagem de investimento, tendo em conta que taxas de juro muito baixas levam os investidores de obrigações a procurar melhores oportunidades e ‘yields’ mais atractivas, apesar de muito focados no risco”.
 
O responsável de taxa fixa do escritório de Milão da AGI opta, portanto, pela adopção de estratégias que combinam flexibilidade e uma rigorosa disciplina de gestão do risco das carteiras, nomeadamente numa cuidadosa análise país.
 
Outlook negativo para Portugal

 
Quanto a Portugal, Mauro Vittorangeli refere que existem dois cenários possíveis; ou “uma extensão do programa de ajuda financeira ou, à semelhança do aconteceu na Grécia, a existência de possíveis ‘haircuts’ nas obrigações com o sector privado a assumir algumas perdas”. Nenhum dos cenários é positivo e eis a razão pela qual “o outlook de Portugal é negativo e inexistente a exposição ao país” nos fundos flexíveis geridos pela equipa de Mauro Vittorangeli. Realça, no entanto, que “a capacidade de adaptação dos produtos que gere permite a qualquer momento alterar a alocação de activos e aumentar a exposição a periféricos”.

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