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Firmino Morgado abandona a Fidelity


O gestor do maior fundo internacional de ações ibéria – o FF Iberia – decidiu abandonar a Fidelity Worldwide Investment. Esta torna-se assim a quarta saída sonante de um gestor, em menos de duas semanas, depois de Francisco García Paramés, Iván Martín, e Bill Gross, também terem deixado as casas onde fizeram história. Firmino Morgado era também responsável pelo Fidelity European Agressive. A Morningstar confirmou, entretanto, que ambos os fundos passam a estar sob revisão, de acordo com a escala do Morningstar Analyst Rating.

Movimento natural

Não é diferente a história e não é surpresa para aqueles que acompanham de perto a história da city. Gestores de talento, com consciência das suas capacidades e que pretendem iniciar um projeto próprio, como Francisco García Paramés, Iván Martín ou Erik Bandaham, ou que aceitam um novo desafio com contornos aparentemente diferentes como Bill Gross ou não muito longe no tempo Michael Clements. Firmino Morgado junta-se a esta panóplia de nomes, podendo até julgar-se que é uma coincidência de mercado. Os fundos geridos por estes gurus atingiam ativos sob gestão historicamente elevados, rendibilidades recordes e atraiam cada vez mais investidores.

A estratégia Ibéria – fechada a subscrições desde o ano passado – alcançou uma rendibilidade superior a 30% em 2013. Já em 2012 a sua performance foi de excelência, batendo o benchmark em 20 pontos percentuais. 2014 foi um ano, especialmente a partir do inicio do segundo semestre, mais negativo para a região de investimento e consecutivamente para o fundo, conforme explicou o gestor à Funds People. O património do Fidelity Iberia, segundo a Morningstar a 29 de agosto, era de 1.671 milhões de euros.

Sucessão assegurada

A substituir Firmino Morgado vai estar Fabio Riccelli, até agora gestor do Fidelity European Dynamic Growth, outro dos produtos estrela da empresa, que Riccelli dirige desde 2008. Durante o seu mandato, o profissional posicionou este fundo no primeiro quartil de rentabilidade com ganhos de 126,5% face aos 93,5% do seu índice de referência.

Riccelli conta com 16 anos de experiência na indústria. Entre 2005 e 2013 geriu o FF European Smaller Companies, fundo de ações europeias que investe em small caps. Tem ainda um vasto currículo, como analista. Analisou grandes empresas de distribuição não alimentar, empresas de tecnologia de informação, small e mid caps de semiconductores e equipas de telecomunicações e tecnologia médica. É licenciado em Económicas e Finanças pela Universidade de Manchester.

Segundo explicam da entidade, “o seu estilo de investimento coloca-o como um natural sucessor em frente FF Iberia Fund, um produto que apresenta um enfoque sem restrições por índices de referência e centra-se na geração de alfa a partir da seleção de títulos individuais. Fabio vai contar com o apoio da ampla equipa de analistas europeus da Fidelity e, em particular, dois analistas especializados em fundos de países, que geram ideias de investimento sobre empresas de média capitalização para estes fundos. O FF European Agressive Fund vai convergir com a estratégia europeia diversificada ao longo dos próximos meses, o que colocará em realce a nossa gama de fundos de ações europeias”.

A saída de Firmino Morgado ocorre de forma amigável depois de oito anos à frente da estratégia, o que o converte num dos gestores com mais longevidade na liderança de fundos-país na Fidelity. 

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