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Depósitos de particulares aumentam em 2016 e taxas de juro atingem novos mínimos históricos


Foram ontem publicadas, pelo Banco de Portugal, as estatísticas de empréstimos e depósitos bancários a sociedades não financeiras e particulares, bem como as estatísticas de taxas de juros de novas operações de empréstimos e depósitos bancários referentes a dezembro de 2016.

Empréstimos

Relativamente aos empréstimos, registou-se uma redução do total de empréstimos concedidos pelos bancos a sociedades não financeiras e a particulares para habitação, que recuaram 2,7% e 2,9% no ano de 2016, respetivamente. Já para o conjunto da área euro, as estatísticas registaram um aumento dos empréstimos para habitação concedidos a sociedades não financeiras e particulares. Nestes casos, a taxa de variação anual fixou-se nos 2,0% e 2,7%, respetivamente.

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Quanto às taxas de juro de novas operações de empréstimos, o final de 2016 registou novos mínimos históricos, mantendo-se a tendência de descida.

Os empréstimos concedidos a sociedades não financeiras registaram uma taxa de juro de 2,76 por cento, uma redução de 22 pontos base em comparação com o mesmo período de 2015.

Por sua vez, a taxa de juro de empréstimos concedidos a particulares fixou-se nos 3,86 por cento a dezembro de 2016, menos 51 pontos base que o mesmo período de 2015. Esta redução observou-se apenas nos segmentos de habitação e consumo, tendo registado um aumento nos empréstimos para outros fins.

Nas novas operações de créditos a particulares para habitação, 2016 terminou com uma taxa de juro média de 1,83 por cento. Já as taxas de juro médias no crédito para consumo e outros fins terminou 2016 nos 7,12 por cento e 4,53 por cento, respetivamente.

2016 registou um volume médio mensal de novos empréstimos a sociedades não financeiras de 2.486 milhões de euros, o que representa uma redução de 331 milhões de euros relativamente a dezembro de 2015. No lado oposto está o volume médio mensal de novos empréstimos concedidos a particulares, que aumentou em 2016, fixando-se nos 955 milhões de euros, mais 181 milhões do que em 2015. Este aumento teve como principal fator o crédito a habitação, “cujo montante médio mensal aumentou 148 milhões de euros em relação a 2015 e mais do que duplicou face a 2014, tendo atingido no final de 2016 o valor mais elevado desde dezembro de 2010”, refere o Banco de Portugal.

Depósitos

O ano de 2016 ficou marcado por um aumento de 1,0 por cento dos depósitos de particulares em bancos residentes, registando um total de 139,3 mil milhões de euros no final do ano. Contudo, a partir de março de 2016 registou-se uma desaceleração do ritmo de crescimento, em especial devido à “preferência das famílias por outros produtos financeiros, nomeadamente títulos de dívida pública”, destaca a entidade. Registou-se, ainda, um crescimento dos depósitos até um ano, em detrimento dos prazos mais longos.

Observou-se, em 2016, um aumento da taxa de variação anual dos depósitos de particulares de 2,0 pontos percentuais relativamente a 2015, fixando-se nos 4,2 por cento.

A remuneração dos novos depósitos atingiu novos mínimos históricos em 2016, tanto nas sociedades não financeiras, que em fevereiro registou 0,18 por cento, como nos particulares, que registou 0,34 por cento em dezembro.

No que diz respeito ao volume médio mensal de novas operações de depósitos, registou-se uma redução de 1425 milhões de euros relativamente a 2015, fixando-se nos 8.467 milhões de euros no final de 2016. Por um lado, as sociedades não financeiras registaram um volume médio mensal de novas operações de 2.794 milhões de euros, menos 1.062 milhões de euros que em 2015. Por fim, nos particulares registou-se um volume médio mensal de novas operações de 5.673 milhões de euros, menos 363 milhões que em 2015.

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