Fidelity Iberia: algo mudou?


O Fidelity Ibéria apresenta uma sólida rendibilidade durante os primeiros meses de 2014, muito embora não tenha superado o seu índice de referência. Conforme destacou Firmino Morgado, gestor do fundo, numa conversa com a Funds People, "a maior parte deste comportamento chegou nas últimas semanas de junho, um mês em que o índice também perdeu terreno",

A nível sectorial, a diminuição relativa da alocação em serviços públicos e telecomunicações penalizou o comportamento do fundo a par de algumas outras decepções pontuais sobre títulos concretos. No entanto e, de acordo com o sublinhado pela Fidelity Worldwide Investments, isto não significa que não existam boas oportunidades nesses mesmos sectores, continuando a ser o stock picking a chave do sucesso. 

Essas recentes decepções em títulos específicos não fizeram alterar a abordagem de investimento e estratégias seguidas por Firmino Morgado. O gestor português continua a procurar oportunidades de investimento atrativas que ofereçam um bom potencial de subida para alcançar uma rendibilidade superior no longo prazo para os clientes.

Firmino Morgado salienta "a empresa de serviços Endesa que representa um investimento numa situação especial e se encontra nas primeiras posições do fundo com um peso de 5,11%, segundo dados de final de maio da Morningstar. Este título liderou as contribuições positivas para a rendibilidade do produto desde o início do ano. Um novo plano de gastos de capital deverá favorecer as receitas, enquanto o corte na despesa já se está a verificar. O mix de produção da empresa também está a melhorar, com uma maior contribuição da energia hidroelétrica"

E a banca portuguesa?

Por outra parte, e perante os recentes acontecimentos no Banco Espírito Santo, é importante realçar a visão positiva mantida por Firmino Morgado relativamente à banca portuguesa. O especialista refere que "os bancos portugueses têm um bom potencial de crescimento pese embora a recente volatilidade que foi mais alimentada pelo trading especulativo do que pelos fundamentais dos títulos". Acrescenta, ainda, que "os maiores bancos cotados de Portugal mostram sinais tranquilizadores de restruturação, estão a cortar despesas operacionais no mercado doméstico e aumentar provisões de capital para o crédito mal parado".

Quanto aos títulos do BES, o especialista diz que as "ações do banco caíram como consequência das dúvidas em torno dos pagamentos pendentes de empréstimos associados à empresa matriz, o Grupo Espírito Santo, e as mudanças na sua administração". O Fidelity Iberia apresenta uma exposição modesta neste título, a qual está a ser devidamente monitorizada por Firmino Morgado dados os acontecimentos recentes. "Trata-se de uma situação isolada de um título específico e não consideramos que exista algum tipo de risco para outros bancos portugueses. Enquanto os banco continuarem sob um escrutínio e pressões regulatórias cada vez maiores, continuaremos a monitorizar os fundamentais subjacentes e investimos nas instituições financeiras para as quais verificarmos um potencial de subida", conclui o gestor.  

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