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Fernando Ribeiro: “Faz sentido manter a proximidade local com os nossos clientes”


Num pequeno almoço realizado esta terça-feira, a antiga F&C Investments - agora BMO Global Asset Managementdepois da aquisição que o BMO Financial Group (BMO) fez da entidade no ano passado, apresentou o seu atual posicionamento após o rebranding efetuado, que ganha forma a partir deste mês de julho.

Fernando Ribeiro, Presidente da empresa portuguesa da BMO Global AM, começou por explicar aos presentes que o BMO Financial Group é um grupo financeiro diversificado que tem na sua origem o Banco de Montreal. Trata-se de um grupo que apresenta mais de 394 mil milhões de euros de ativos, contando com cerca de 47 mil colaboradores, e mais de 12 milhões de clientes. O especialista fez ainda questão de salientar que o BMO Financial Group opera essencialmente em três áreas: “a banca de retalho e a banca comercial, o wealth management (onde se inserem o private banking e a gestão de ativos), e o mercado de capitais”.

“A F&C deixou de ser uma cotada na bolsa de Londres, e passou a integrar o grupo BMO, tendo sido posteriormente criada a BMO Global Asset Management, que tem sob gestão quase 230 mil milhões de euros”, disse. No que diz respeito aos fundos de investimento que a entidade gere, são disponibilizadas mais de “250 políticas de investimento distintas”. “O BMO criado em 1817 e a F&C criada em 1868 passaram o que eu considero ser a prova do tempo, já que ambas as entidades superaram várias crises nos mercados ao longo dos anos”, referiu também o profissional.

As carteiras de clientes geridas pela BMO Global Asset Management, disse, são “bastante diversificadas, com 30% a pertencerem a obrigações, 32% a ações, 26% alocadas a liquidez, e o restante em portfólios balanceados e alternativos”. Os clientes da BMO Global AM são maioritariamente institucionais (66%), enquanto a restante fatia pertence aos clientes de retalho (34%). 

Negócio em Portugal: mantém-se inalterado

Dos 44% de ativos geridos na Europa, 13% correspondem ao negócio da BMO Global AM em Portugal, explicou Fernando Ribeiro, que confirmou que tal como na Alemanha, o negócio no nosso país continua a ser “essencialmente institucional”.  O Presidente da entidade fez questão de reforçar que as equipas da casa mantêm-se inalteradas, tal com os próprios clientes.

Reforço do compromisso com a marca de um grupo financeiro

Com a aquisição da F&C, o BMO encontrou uma plataforma de acesso à Europa, que permitiu aliar o negócio de gestão de ativos da BMO Global AM ao da F&C Investments. Com a mudança de marca, Fernando Ribeiro entende que poderá existir um reforço da confiança dos clientes da entidade. “Entendemos que na Europa, apesar de haver espaço para boutiques pequenas e independentes, os clientes institucionais preferem empresas maiores por estarem necessariamente associadas a uma certa ideia de segurança proporcionada pela marca e pela estabilidade de um grupo financeiro, que é aquilo que nós somos hoje em dia”, reiterou.

O compromisso e a presença no mercado português foi outro dos aspetos destacados no encontro, onde o Presidente da entidade assinalou que “faz sentido manter a proximidade local com os nossos clientes”, porque “ninguém conhece melhor os seus portfólios e ativos sob gestão do que os gestores que estão em Portugal”.

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