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“F&C Portugal considera-se antes de mais um gestor pragmático”


Quais são os principais desafios para a actividade?

Actualmente, o maior desafio para a gestão de patrimónios talvez seja a mais completa imprevisibilidade dos mercados a que vimos assistindo; qualquer evento ou opinião veiculada pelos media é susceptível de originar nos mercados movimentos violentos num ou noutro sentido, o que exige da parte dos gestores de carteiras quer um posicionamento especialmente prudente quer uma acrescida capacidade de reacção.

Qual é a vossa estratégia comercial para os próximos meses?

Mais uma vez tendo em conta que a F&C Portugal tem apenas clientes institucionais, a nossa estratégia comercial passa por acompanhar esses clientes nos seus esforços para adaptar a oferta de produtos financeiros às necessidades actuais dos seus clientes finais. Uma área que merecerá certamente a nossa atenção será a dos produtos de poupança a longo prazo, especialmente tendo em vista a reforma, uma área em que as necessidades dos Portugueses irão sem dúvida aumentar no futuro próximo.

Têm carteiras modelo para quantos perfis distintos?

Dada a natureza dos nossos clientes e das suas carteiras, estas não são padronizáveis em modelos. Pode dizer-se que cada carteira é um caso, embora se possam criar alguns grupos de carteiras afins.

Qual é a filosofia de gestão patrimonial?

Filosofias de investimento são algo que esteve muito em voga na década de 90 do século passado e nos primeiros anos da década passada. A F&C Portugal considera-se antes de mais um gestor pragmático que pauta a sua actuação por uma grande proximidade e compreensão dos objectivos dos seus clientes.

Que peso têm os fundos de investimento dentro das vossas carteiras?

Podemos ver a questão segundo duas perspectivas. Uma é a das carteiras de fundos de investimento que gerimos por subcontratação e essas representam cerca de 5% dos activos sob gestão e aconselhamento em Portugal; outra perspectiva é a dos fundos de investimento onde efectuamos investimentos por conta das carteiras que gerimos: aqui o peso é bastante variável, tendendo a rondar os 10%. A natureza dos nossos clientes exige uma forte predominância dos investimentos directos embora, por outro lado, existam algumas carteiras que investem apenas em fundos de investimento.

Quantos profissionais têm a equipa de investimento e como são tomadas as decisões?

As equipas de investimento mobiliário e imobiliário dispõem, no seu conjunto, de cerca de 20 elementos. As decisões são tomadas com base em análises ao nível do Grupo F&C, depois ao nível da F&C Portugal e de cada equipa de gestão. Finalmente, cada gestor tem algum grau de autonomia para o fine tuning da gestão de cada carteira.

Quanto gerem actualmente?

Actualmente temos cerca de 14 mil milhões de euros sob gestão e aconselhamento.

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