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Evidencia-se sentido contrário nas políticas dos Bancos Centrais


Lentamente o mercado vai assimilando mais pistas sobre as decisões de política monetária que o BCE e o Fed vão tomar nas suas reuniões de dezembro.

As últimas indicações deixadas por altos responsáveis da Reserva Federal deixam antever que a reunião de dezembro pode trazer uma mudança na política económica Americana, com a primeira subida de taxas de juro.

Segundo Yellen, a economia Americana funciona bem, com os dados económicos a apontar para um crescimento sustentado, o que torna uma subida de taxas em dezembro, uma possibilidade real, e os mais recentes dados sobre o emprego tornam esta hipótese cada vez mais credível.

Se nos Estados Unidos estamos nas vésperas de uma inversão de política monetária, na Europa, o Quantitative Easing está para durar.

Os indícios de que a inflação subjacente iria recuperar de forma sustentada estão cada vez mais fracos e Mario Draghi voltou a reforçar que irá usar todos os instrumentos à sua disposição para combater a baixa inflação. Com a estabilidade de preços a médio prazo ameaçada, o BCE irá utilizar mais medidas para manter o tom acomodatício da actual política monetária.

Vários são os sinais de que a economia Europeia não cresce ao ritmo pretendido, como a Produção Industrial publicada hoje, que confirma o contributo nulo para o crescimento do PIB no terceiro trimestre de 2015, sendo natural que com a promessa de mais intervenção por parte do BCE , o Euro se mantenha pressionada à baixa face ao Dolar.

O próximo objectivo do Euro deverá ser o de atingir o ponto mais baixo do ano, perto dos 1.0460 e a maneira como irá reagir a moeda única Europeia ao chegar a esse nível, deverá marcar o tom para os tempos seguintes.

(Imagem: jjMustang_79, Flickr, Creative Commons)

 

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