Eventos que podem provocar ‘efeito surpresa’ na 2ª metade do ano: a lista dos profissionais nacionais


O segundo semestre do ano começou com a sombra grega a pairar sobre os mercados, e depois da acalmia de há duas semanas a Grécia parece estar com pelo menos um pé dentro da Zona Euro.

Nas perspetivas para a segunda metade do ano elaboradas pelos profissionais nacionais, sem dúvida que uma das maiores preocupações citadas para o segundo semestre do ano era a saída da Grécia do euro.  Apelidavam este como um facto económico “realmente surpreendente”, e que seria sinónimo de “uma grande desilusão”. A verdade é que pelo menos no curto prazo a probabilidade do país helénico “saltar” da Zona Euro diminuiu.

1. Vitória de forças alternativas nas eleições espanholas

Para além da problemática grega, os profissionais nacionais da gestão de ativos foram apontando outros temas que seriam surpreendentes caso se chegassem a materializar. Também numa componente política enunciaram a surpresa provocada por uma eventual vitórias das forças políticas alternativas em Espanha, mais concretamente o Podemos e o Cidadãos.

2. Taxas de juro nos EUA e abrandamento da economia norte-americana

Outros efeitos surpresa nomeados pelos profissionais prendem-se com a subida das taxas de juro nos EUA. Por um lado referenciaram que seria inesperado se não existisse, na segunda metade do ano, uma “subida da taxa de juro de referência por parte da FED”, já que a economia norte-americana tem vindo a melhorar, embora os indicadores sejam, de certa forma, mistos.

Ainda neste âmbito, mas em sentido contrário, entendem que também seria uma “admiração” se existisse “uma subida mais rápida e mais significativa das taxas diretoras dos EUA”, de forma a responder a um intensificar de pressões inflacionistas decorrentes da aceleração do aumento dos salários. Surpreendente seria igualmente um abrandamento da economia norte-americana nos próximos seis meses. 

3. Hard landing na China

Depois da turbulência no mercado de ações chinês do final de junho e início de julho, muitos profissionais da indústria financeira ficaram mais apreensivos em relação às bolsas do país, mas também no que diz respeito ao abrandamento económico chinês, e às consequências que isso pode ter no resto da economia global. Desta feita, nas perspetivas para o segundo semestre do ano uma parte dos profissionais também demonstrou que seria surpreendente se acontecesse um “inesperado hard landing chinês” no tempo que resta de 2015. 

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