Europa no bom caminho


A J.P.Morgan Asset Management, através do seu “Guide to the Markets” para o último trimestre do ano, mostra que a Europa está no bom caminho, embora seja um caminho lento onde cada passo deve ser pensado antes de ser dado. Estas são algumas das conclusões presentes na publicação da gestora internacional.

Europa a ligar o motor

Os dados são claros. A Zona Euro viu o seu PIB crescer em 0,3% no segundo trimestre de 2013, depois de cair consecutivamente desde meados de 2011. Já a Europa a 27 teve um crescimento de 0,4% em relação ao trimestre anterior, tendo ficado inalterado no período homólogo.

Segundo os dados da casa de investimento internacional, desde 1999 o crescimento médio do PIB da União Europeia a 27 foi de 1,5%, bem acima do crescimento atual. Esta taxa é sustentada, sobretudo, pelos fortes crescimentos que aconteceram a meio da primeira década do século XXI. Já a inflação está em queda, na Europa a 27, nos últimos anos.

Custos do trabalho a diminuir

Um dos indicadores que mostra a recuperação europeia é através dos custos laborais. Estes custos, desde que o Euro entrou em circulação, aumentaram bastante em países como Itália, Espanha, Irlanda e Grécia, em relação ao benchmark Alemanha. No entanto, nos últimos trimestres os custos têm vindo a baixar, tornando estes países mais competitivos.

Europa volta a liderar

O MSCI Europe voltou a liderar os ganhos, no terceiro trimestre de 2013. Tem recuperado das desvalorizações de 2011, voltando ao top, ultrapassando, por exemplo, o MSCI AC Asia ex-Japan ou o MSCI Emerging Markets.

O MSCI Europe apresenta indicadores que mostram que a recuperação está começar. No final do terceiro trimestre, o P/E do MSCI Europe estava em 12,8x, atingindo valores de 2007. Este valor está a recuperar para perto da média desde 1999, que se situa nos 13,9x. Já o Dividend Yield está a cair, fixando-se nos 3,4% a 30 de setembro.

Em termos setoriais,o Forward P/E, nos últimos quinze anos, está acima da média em sectores como o consumo,  indústria e ainda os materiais. Como era de esperar, no período analisado, os sectores do século XXI têm a maior amplitude: Tecnologia e Telecomunicações.

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