ETFs mais negociados evidenciam saída do universo emergente


Dezembro foi um mês de diversidade no que toca aos ETFs mais negociados, no Banco Best. Segundo o que comenta Carlos Almeida, diretor de investimentos da entidade, “no mês de dezembro a diversidade de investimento foi o indicador mais forte com os ETFs mais negociados a cruzarem 3 zonas diferentes do globo: EUA, Europa e Japão”. O destaque esteve novamente num ETF que já é habitual aparecer: “o ETF da sociedade gestora iShares BlackRock - o iShares EURO STOXX 50 UCITS ETF (Dist), que investe nas 50 maiores empresas da zona euro, com incidência nos sectores financeiros e industrial e com maior foco em França, Alemanha e Espanha”. Os segundo e quarto ETF mais negociados no passado mês, diz o profissional, “têm o seu foco de investimento nos EUA e em especial no S&P 500: o iShares S&P 500 EUR Hedged UCITS ETF EUR e o iShares Core S&P 500 UCITS ETF USD que permitem obter uma exposição às 500 maiores empresas americanas”. O investimento nos EUA foi mais evidente através do primeiro ETF indicado, “que possui cobertura cambial mas também se observou movimento de destaque no segundo ETF, que também procura replicar o desempenho do índice S&P 500 Net Total Return, investindo essencialmente no sector tecnológico, financeiro e de saúde”. Já o terceiro ETF mais negociado em dezembro foi o iShares STOXX Europe 600 UCITS ETF (DE). Este “tenta acompanhar o mais possível a performance do índice STOXX Europe 600, que oferece exposição aos 600 títulos de países europeus desenvolvidos com maior market cap”. Por último Carlos Almeida refere que “o ETF iShares MSCI Japan EUR Hedged UCITS ETF EUR representou o mercado japonês que assumiu também um papel de destaque na escolha dos investidores. Este ETF permite o investimento a 100% no mercado japonês sem risco cambial”.

No caso do BiG, Isabel Soares, gestora de produto, indica em primeiro lugar que “as tendências observadas no decorrer do mês de Dezembro estão em linha com o período anterior e com os flows observados noutras classes de produtos (nomeadamente fundos de investimento)”. Segundo o relatado pela profissional, “os ETFs que permitem exposição ao segmento accionista europeu voltaram a destacar-se pelos inflows registados”. Uma tendência, lembra Isabel Soares, que já tem sido “observada nas subscrições de fundos de investimento”, com os investidores a favorecerem, de forma clara, “os produtos de ações com estratégicas focadas, em termos geográficos, no continente europeu”. Especificamente refere que “os ETFs iShares Core DAX UCITS ETF, iShares Euro Stoxx 50 UCITS ETF, Lyxor ETF IBES 35 e db x-trackers FTSE 100 UCITS ETF registaram volumes significativos com predominância do lado das compras”. No que toca aos ETFs com exposição ao segmento de dívida “verificaram-se também inflows interessantes em dois produtos que replicam índices de dívida soberana europeia (iShares Core Euro Government Bond ETF e iShares Euro Government Bond 1-3yr UCITS)”.

No ActivoBank, por seu turno, existiram algumas mudanças quanto aos ETFs mais negociados no mês. João Graça, da entidade, escreve que no último mês de 2015 “assistimos a algumas alterações do posicionamento dos investidores, mais concretamente com o regresso à perspetiva de correção na China e também nos mercados emergentes em geral. No mesmo sentido, manteve-se o posicionamento o para o sector energético”. Denota-se que se os investidores continuam “a preferir os mercados desenvolvidos para a aposta no crescimento, mais concretamente Alemanha e Estados Unidos”. No que toca aos sectores, “a preferência é no sector financeiro e no tecnológico”. João Graça recorda que na entidade, normalmente os “investidores utilizam os ETFs como alocações de curto prazo”.

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