As 10 maiores gestoras do mundo por património


Além de analisar os fluxos para classes de ativos e o comportamento dos investidores em 2016, a Morningstar incluiu no seu relatório anual sobre fluxos globais uma avaliação sobre as gestoras internacionais no top 10 por subscrições líquidas.

A primeira conclusão a que chegam é a que “parece que a Vanguard não consegue fazer nada errado”, já que o gigante da gestão passiva não só continua no primeiro posto, como aproveitou o ano passado para consolidar a sua posição como “líder indiscutível da indústria de fundos”. Este crescimento foi “sustentado e impulsionado pela crescente popularidade das estratégias indexadas e pela crescente consciência por parte dos investidores de que os custos têm um grande papel no investimento”.

Desta forma, a entidade terminou o ano com 3,7 biliões de dólares em ativos sob gestão, mais 317 mil milhões do que em 2015. A Morningstar aponta que o crescimento da entidade não terá sido só por fluxos para os seus ETFs, mas também porque conseguiu atrair dinheiro para os seus fundos ativos (ver gráfico). “A empresa continua a ser uma das favoritas do investidor porque cumpre de forma consistente com a sua promessa de gerar retornos competitivos a baixo custo”, concluem na consultora.

A BlackRock e o seu departamento de gestão passiva iShares ficaram em segundo lugar. A Morningstar comenta que “competiu com êxito no terreno passivo, graças à sua atrativa gama de produto de ETFs”. O grupo norte-americano experienciou fluxos líquidos de entradas de 154.000 milhões de dólares, ainda que o relatório destaque a grande conquista de 2016 de ter superado a Fidelity, tornando-se a segunda maior gestora de ETP do mundo.

Não obstante, convém recordar que a Fidelity optou em junho do ano passado por baixar os custos de 27 dos fundos indexados e ETP que comercializa nos Estados Unidos, num esforço por ganhar quota de mercado face à Vanguard. “Este movimento começou a amortizar-se nos meses seguintes, daí que a gestora tenha terminado 2016 no terceiro posto da lista, com 1,9 biliões de dólares”.

O relatório  também destaca que 2016 foi para a State Street Global Advisors um ano muito melhor do que 2016, de maneira que subiu um escalão dentro do top 10. Dentro dos gestores ativos, foi a Goldman Sachs AM quem brilhou com mais força, ao atrair os fluxos mais substanciais, 29 mil milhões de dólares.

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Os atrasados

O ano não foi tão bom para o resto dos membros dos dez com maior património global. O Capital Group (na tabela aparece como American Funds) conseguiu classificar-se em quarto lugar, ainda que tenha sofrido reembolsos líquidos de 4 mil milhões de dólares. As perdas também foram reduzidas no caso de T. Rowe Price, que viu fluxos negativos de 2 mil milhões.

O caso mais grave foi o da Franklin Templeton Investments, com saídas de 72 mil milhões de dólares que deixam o grupo com um património total de 562 mil milhões. A Morningstar indica que três fundos em particular experimentaram reembolsos substanciais: o Templeton Global Bond, o Templeton Global Total Return (ambos classificados como Blockbuster Funds People) e o Franklin Income.

Outro caso notório foi o da PIMCO, não tanto pelas perdas do ano (4 mil milhões) se não pela trajetória (já havia perdido 85.000 no ano anterior): “A empresa, a gestora de obrigações mais popular até à saída de Bill Gross, conseguiu abrandar os seus resgates massivos de 2014 e 2015”. Da Morningstar destacam que, ainda que o PIMCO Total Return (classifico como Blockbuster Funds People) tenha continuado a gerar resgates, ao contrário de outros produtos da entidade, o PIMCO Income (classificado como Consistente Funds People) tem atraído subscrições de modo consistente. 

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