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Estarão as bolsas dos EUA e da Europa a ponto de alcançar a fase seguinte do ciclo de subidas? Gestoras internacionais preveem maior diferenciação


O valor ajustado das valorizações, o prolongado rally em ambos os lados do Atlântico e a proximidade de um ciclo de subida das taxas de juro nos EUA são alguns dos factores que estão a provocar mais do que uma dor de cabeça nos investidores de ações... mas também nos de obrigações que estavam a planear aumentar a sua alocação a ações. Neste contexto, a última parte do questionário elaborado pela Funds People sobre o futuro a curto e médio prazo das bolsas também averiguou qual a visão das casas internacionais sobre as ações europeias e norte-americanas para os próximos tempos.

Estado das valorizações nos EUA e na Europa

A maioria das classes de ativos está cara em termos absolutos”, afirma Luca Paolini, diretor de estratégia da Pictet AM. Salienta que as valorizações são mais razoáveis “se olharmos para a tendência de recuperação dos lucros empresariais, com exceção dos mercados emergentes”. Paolini indica que também são razoáveis se se tiver em conta que a compensação que oferecem as obrigações “é baixa historicamente”, pelo que a empresa sobrepondera taticamente ações e está neutral em obrigações. Por regiões, sobreponderam Europa e Japão e subponderam EUA.

Os EUA enfrentam uma série de desafios durante os próximos meses. A sua economia enfrentou um desvio temporal no primeiro trimestre de 2015 e os lucros das empresas norte-americanas estão sob pressão por causa da força do dólar”, comenta Nick Peter, gestor da Fidelity Solutions (parte integrante da Fidelity Worldwide Investment). A expectativa da Fidelity é que o dólar continue a ganhar força este ano – apesar de um período curto de consolidação – e que esta fortaleza continue a ter peso sobre as ações norte-americanas.

Europa, terra de oportunidades

“É sempre difícil prever os movimentos das bolsas no curto prazo. No entanto, há uma análise forte que demonstra que as valorizações são boas, comparativamente com os retornos de médio e longo prazo do mercado de ações europeu”, argumenta a equipa gestora do JPM Europe Value. Para os especialistas da J.P. Morgan AM, “a valorização atual sugere que ainda existe oportunidade de receber das ações europeias um retorno entre 10% e 15% anuais nos próximos cinco anos”.

Da BlackRock a equipa gestora do BGF European Value Fund opina que “as valorizações na Europa estão extremamente baratas se se comparar com as obrigações, mas também comparativamente com a bolsa norte-americana, e acreditamos que a continuação do crescimento dos lucros deveria ser um catalisador de lucros futuros”. Para além disso, indicam que a alocação a ações nas carteiras ainda está longe dos níveis observados em 2007, visto que muitos investidores ainda subponderam a região”.

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